"4" Post(s) arquivados na Mês: abril 2021

29 de abril de 2021

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Outra vida

Por Eriane Dantas

Durante muito tempo tive medo de aparecer: poucas palavras ditas, nada de fotos, nada de vídeos, nada de exposição da intimidade e dos sentimentos diante de muita gente. Uma postagem como esta então seria impensável poucos anos atrás. E, ao mesmo tempo que desejava conquistar outros leitores e leitoras além da minha mãe, receava exibir os meus escritos.

Estou falando disso hoje aqui porque, à véspera de completar 12.419 dias na Terra, orgulho-me de ter matado parte desse monstro em mim. Para isso, além das parcerias que fiz nos últimos anos, da terapia, da relação com esse pequeno ser ao meu lado na foto, concorreram o meu sonho de escrever, o blog e a entrega a desafios no meu trabalho (e até encontros infelizes por lá).

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27 de abril de 2021

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[Resenha] Ponciá Vicêncio

Por Conceição Evaristo

  • Título Original: Ponciá Vicêncio
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Pallas
  • Ano de Publicação: 2017
  • Número de Páginas: 120
Sinopse: A história de Ponciá Vicêncio descreve os caminhos, as andanças, as marcas, os sonhos e os desencantos da protagonista. A autora traça a trajetória da personagem da infância à idade adulta, analisando seus afetos e desafetos e seu envolvimento com a família e os amigos. Discute a questão da identidade de Ponciá, centrada na herança identitária do avô e estabelece um diálogo entre o passado e o presente, entre a lembrança e a vivência, entre o real e o imaginado.
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Ela [Ponciá] gastava todo o tempo com o pensar, com o recordar. Relembrava a vida passada, pensava no presente, mas não sonhava e nem inventava nada para o futuro (p. 18).

Ao ler Ponciá Vicêncio, senti meu coração apertado, as lágrimas a ponto de deixar os olhos. Chorei e sorri, como Ponciá, como seu Vô Vicêncio, de quem ela é herdeira. Lembrei-me de Macabéa, de Bibiana, de Belonísia, personagens que, como Ponciá agora, parecem minhas conhecidas.

Ponciá Vicêncio narra a história da protagonista que dá nome ao romance, desde seu nascimento, mas em uma sequência não linear. Ela vai para a cidade, deixando para trás o povoado natal, comandado pelos brancos, a quem serviram seu pai, seu avô e seus antepassados. Parte cheia de sonhos.

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20 de abril de 2021

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Quem são os indígenas do Brasil

Afinal, quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos? Os indígenas são aqueles que de fato pertencem ao lugar […]. (p. 9).

Em minha experiência como professora da rede pública de ensino do Distrito Federal, de 2009 a 2013, presenciei todo ano, nesta época, a escola inteira falando de um único assunto: o Dia do Índio.

Preciso dizer a verdade: isso sempre me incomodou. Não por abordarmos a data comemorativa e sim pela forma como a abordávamos (eu incluída sempre), com desenhos para colorir, com uma imagem estereotipada, com a música da Xuxa e com alguma superficialidade acerca das diferenças culturais. Não mencionávamos o insistente projeto de dizimação da população indígena, a marginalização à qual a relegamos nem o que realmente é ser indígena. Não por maldade (creio eu), mas por desconhecimento das diversas culturas indígenas (não se pode falar em apenas uma cultura). Também pelo esquecimento no qual jogamos os verdadeiros donos desta terra.

A importância em acolher, proteger e conhecer todas essas identidades é maior do que se imagina. Os indígenas podem nos ensinar a viver melhor em um mundo pior […] (p. 10).

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15 de abril de 2021

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[Resenha] Contando com a sorte

Por Alcides Goulart

  • Título Original: Contando com a sorte
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Jovem
  • Ano de Publicação: 2012
  • Número de Páginas: 64
Sinopse: O povo da pequena Estrelópolis vive uma semana de euforia. Pela primeira vez na história, o time da cidade vai disputar a decisão do campeonato. O prefeito – supersticioso ao extremo – exige a escalação do rapaz mais sortudo da cidade. Para o prefeito, é a sorte que comanda a vida e o destino das pessoas. O treinador da equipe discorda, pois acredita na competência, e não na sorte. O rapaz sortudo, por sua vez, torce para entrar em campo, pois assim vai atrair o olhar de Marinalva, por quem é perdidamente apaixonado. Um texto envolvente e bem-humorado. Uma leitura deliciosa!
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Nem a sorte nem o azar mandam no seu destino. Quem manda no seu destino é você. São as suas escolhas, os seus atos, que vão dizer se a sua vida vai ter mais momentos de sorte ou mais momentos de azar (p. 60-61).

Será que existe sorte? Será que existe azar (esta palavra que muita gente evita pronunciar para não atrair seu significado)? Será que algumas pessoas são mais sortudas do que outras? Será que quem tem sorte no amor não tem sorte no jogo e vice-versa?

Esse é o tema principal dessa história bem-humorada. Nela acompanhamos personagens fictícios do pequeno município de Estrelópolis, que poderiam ser encontrados em carne e osso em diversas partes do país, personagens que parecem nossos conhecidos.

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