28 de setembro de 2021

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[Resenha] Três velhinhas tão velhinhas

Por Roseana Murray

  • Título Original: Três velhinhas tão velhinhas
  • Gênero do Livro: Conto
  • Editora: Paulus
  • Ano de Publicação: 2013
  • Número de Páginas: 22
Sinopse: A família toda ficava de olho no casarão. Estava caindo aos pedaços, mas o terreno era muito valioso. Com o dinheiro da casa poderiam comprar tantas coisas. Só tinha uma coisinha que atrapalhava: dentro do casarão moravam três tias, bem velhinhas. A família, então, reunia-se, discutia, voltava a se reunir.
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Já reparou que a maioria dos livros destinados a crianças tem como personagens crianças (quando não animais ou seres inanimados)? Quando há adultos, estes geralmente se relacionam com as personagens infantis. Isso é normal. As crianças se identificam com personagens de sua faixa etária ou de seu universo, em suas relações com pais, avós e professoras.

O livro que trago hoje, Três velhinhas tão velhinhas, foge dessa tradição e apresenta três velhinhas tão velhinhas, como o próprio título antecipa. Aqui não há crianças. As protagonistas são três senhoras, três tias: Clara, Maria e Matilde.

[…] Clara gostava de música, a sua paixão. Era uma paixão tão grudada na pele, a música era como se fosse a própria pele. […]
Maria, a do meio, era a mais séria das três. Cuidava da casa, das roupas, dos gatos, da comida. […] Matilde gostava de plantas, tudo que fosse verde e vivo e cheirasse à terra molhada. […]

Com texto de Roseana Murray e ilustrações de Andréia Resende, a obra critica a cobiça, o interesse pelos bens materiais que supera os laços familiares. Além do tratamento reservado a pessoas idosas.

As três velhinhas são diferentes entre si, mas têm em comum o romantismo e as inúmeras memórias (Andréia Resende combinou desenhos com colagens de fotos, selos e outras imagens que remetem a essas memórias). Elas moram juntas em um casarão, o casarão que a família espera herdar com a morte das três irmãs.

A família discute, conta quanto tempo falta para as três velhinhas partirem, faz planos com o dinheiro que receberiam em troca do casarão. Clara, Maria e Matilde, porém, não são bobas. Percebem as intenções dos familiares e, com medo do que a família faria com aquela querida casa, bolam uma ideia e a colocam em prática — para a infelicidade da família.

E a família? A família se reúne, discute, chora. Coitadinha da família.

Como eu disse, Três velhinhas tão velhinhas é inovador. Além das personagens diferentes, aborda um tema que dificilmente se vê em obras literárias para crianças.

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