16 de novembro de 2019

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Cartas para Marilu (n° 8)

Sexta-feira, 5 de julho de 1985.


Marilu,


Não sei como recebeu minha última carta, mas suponho que ler aquelas palavras tenha sido doloroso, pois foi inevitável transferir minha dor para o papel ao traçar cada letra. Acredite em mim, por favor, minha filha: não era meu objetivo machucar você.

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14 de novembro de 2019

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O fim do mundo

Por Eriane Dantas

Depois de termos passado pelo bug do milênio, cujos significado e impacto eu sequer entendia, alguém jurou que em certo dia do ano 2000 (em abril ou maio, não lembro mais), alguma coisa aconteceria no céu. Então voltei da escola olhando para cima, procurando alguma mudança, com medo de ser atingida ali, no meio da rua, por uma bola de fogo, sem conseguir ao menos chegar a minha casa.

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12 de novembro de 2019

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Por que ler para bebês?

A forma como a criança é vista hoje é diferente daquela de anos atrás. Já se sabe que, em seus primeiros anos de vida (especialmente até os três), a criança passa pelo período mais intenso de aprendizagem e desenvolvimento, que começa antes mesmo do nascimento.

Por essa razão, essa é a fase à qual os adultos (mães, pais, avós, cuidadores, professoras etc.) devem dar mais atenção. Além de garantir a alimentação e um ambiente seguro, devem oferecer afeto, contato com a natureza e espaço para que a criança brinque e se desenvolva. Isso porque as experiências dos primeiros anos de vida (sejam positivas ou negativas) marcarão toda a trajetória da criança.

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09 de novembro de 2019

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[Resenha] A redoma de vidro

Por Sylvia Plath

  • Título Original: The Bell Jar
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Biblioteca Azul
  • Ano de Publicação: 2014
  • Número de Páginas: 280
Sinopse: A Biblioteca Azul lança uma nova edição de "A redoma de vidro", único romance da poeta americana Sylvia Plath. Lançado semanas antes da morte da poeta, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens. Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas "A redoma de vidro" segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental. Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso.
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Hoje trago A redoma de vidro, o único romance da poeta americana Sylvia Plath, uma obra que permanece atual apesar de seus 56 anos de existência.

Eu teria que enganar meu corpo com o resto da consciência que ainda tinha, ou ficaria presa naquela cela estúpida por mais cinquenta anos, sem consciência alguma. E quando as pessoas percebessem que eu havia perdido a cabeça — o que acabaria acontecendo, apesar da discrição da minha mãe — elas a convenceriam a me colocar em uma clínica psiquiátrica, onde eu seria curada. Acontece que meu caso não tinha cura (p. 178-179).

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