17 de setembro de 2019

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Existem temas inadequados para a literatura infantil e juvenil?

Livro para crianças e jovens pode abordar temas como sexualidade, violência, uso de drogas, morte e depressão?

Posso apostar que muita gente responderia a essa pergunta, de imediato, com um NÃO, mas podemos refletir um pouco aqui antes de chegarmos a uma conclusão.

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10 de setembro de 2019

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Como conversar com um fascista

Por Marcia Tiburi

  • Título Original: Como conversar com um fascista: reflexões sobre o cotidiano autoritário brasileiro
  • Gênero do Livro: Ensaio
  • Editora: Record
  • Ano de Publicação: 2015
  • Número de Páginas: 196
Sinopse: Com sua rara capacidade de explicar temas filosóficos para o leitor comum, Marcia Tiburi alcançou o sucesso de público e de crítica como uma filósofa pop. E nesses tempos de nervos à flor da pele e agressivos embates políticos, Marcia traz em Como conversar com um fascista um propósito filosófico-político: pensar com os leitores sobre questões da cultura política experimentada diariamente, de um modo aberto, sem cair no jargão acadêmico. O argumento principal é como pensar em um método, ou uma postura, para contrapor o discurso de ódio, seus reflexos na sociedade brasileira e repercussão nas redes sociais. A filósofa propõe o diálogo como forma de resistência e analisa notícias recentes e acontecimentos do mundo político para mostrar mais uma vez que é possível falar sobre temas complexos de maneira que todos compreendam. Com apresentação de Rubens Casara e prefácio de Jean Wyllys, o livro traz ensaios inéditos e alguns já publicados na revista Cult, combinando a profundidade e a sofisticação intelectuais presentes na medida certa na obra de Marcia Tiburi.

[…] cada um é engrenagem da grande máquina de produzir fascistas alimentada com o combustível do ódio. Parar essa engrenagem só será possível para aquele que aprender que outro mundo, além da emoção perversa que tantos têm como o estado de coisas odiento, é possível (p. 34).

Publicado em 2015, Como conversar com um fascista analisa o autoritarismo crescente naquela época, mas se encaixa perfeitamente como retrato do Brasil de 2019.

Na primeira página do meu exemplar lê-se “07/01/2016”, a data em que o comprei, quando comecei a suspeitar que precisava aprender a conversar com pessoas que não aceitam outros pontos de vista ou outras formas de levar a vida.

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03 de setembro de 2019

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Livro bom ou livro ruim

Dias atrás, olhando uma lista geral dos livros mais vendidos no Brasil, encontrei uma enxurrada de livros de autoajuda (quinze de um total de vinte, alguns deles classificados na categoria “negócios”) e dois com a foto de certo youtuber na capa. E me perguntei: o que faz desses livros (e de outros tantos) um sucesso de vendas?

Reconheço que algumas dessas publicações são tratadas como pura mercadoria. Ao lançá-las, as editoras estão pensando mais no lucro que alcançarão com sua venda que no aspecto estético das obras (vide as capas que mostram celebridades ou os próprios autores e dificilmente atrairiam compradores se esse fosse o principal critério de escolha). Isso porque as editoras já perceberam que as pessoas em geral querem saber sobre a vida daqueles que seguem na televisão ou na internet e que há uma busca generalizada por dicas fáceis de como resolver os problemas e melhorar a vida (como ser líder, ter sucesso, ficar milionário, fazer amigos — há ensinamento para tudo). 

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27 de agosto de 2019

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O processo III

Planejar o que escrever

Qual o sonho? Escrever algo bom, que fosse melhor do que eu sou, e que justificasse minhas tribulações e indiscrições. Oferecer prova, por meio de palavras reordenadas, de que Deus existe (Smith, 2018).

Todo mundo já deve ter visto, em filmes ou séries, um escritor ou uma escritora planejando os menores detalhes de seu livro antes de começar a escrevê-lo e até enchendo a parede de casa com papéis coloridos indicando cada parte do projeto. Certa vez, ouvi uma escritora real dizer que gasta meses nesse planejamento e só inicia a criação do livro, de fato, quando todos os capítulos estão programados.

Gostaria de ser assim: de me dedicar a um planejamento sem pressa e colocar a história no papel apenas depois de estruturá-la de forma minuciosa. A verdade é que não sou tão paciente, como já escrevi aqui outra vez. Isso não quer dizer, porém, que eu não planeje.

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