07 de dezembro de 2019

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[Resenha] O caderno da avó Clara

Susana Ventura

  • Título Original: O caderno da avó Clara
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Sesi-SP
  • Ano de Publicação: 2016
  • Número de Páginas: 152
Sinopse: Múltiplos flashes reflexivos compõem a narrativa de Mari, uma adolescente de 13 anos, deixada com o pai ― a quem pouco conhecia ―, quando a mãe vai realizar parte de seus estudos acadêmicos na Itália. Durante os seis meses que fica na cidade de Brodowsky ― onde o pai vivia ― surpreendentes encontros levam a garota a travar uma aventura sensível, intelectiva e também estética com o mundo da arte e da própria vida. A descoberta de um caderno da avó paterna torna-se núcleo de uma das mais interessantes vivências de leitura: lúdica, terna e propiciadora da trama de uma rede hipertextual. As histórias, cujas origens se perdem no tempo, estão lindamente compiladas pela avó em letra cursiva, revisitadas pela jovem neta ― uma leitora imersiva, própria do século XXI ― que traça caminhos de buscas via internet, enovelam-se em uma rede de conhecimentos, interligando diferentes épocas.
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Hoje trago O caderno da avó Clara, um livro destinado a jovens que faz pensar e diverte ao mesmo tempo.

[O caderno] está todo escrito à mão. Folheio um pouco até perceber que é um caderno de histórias. Estou mesmo cansada, vou parar e dar uma olhada (p. 20).

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03 de dezembro de 2019

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Cartas para Marilu (n° 9)

Domingo, 7 de julho de 1985.


Filha,


Quando saí de casa naquele dia, bati à porta da Vera. Seus olhos escuros, profundos e curiosos fixos em mim, me interrogando, só não eram mais indiscretos que o outro par de olhos, que me encarava com uma impaciência costumeira. Estes olhos me obrigavam a declarar, de uma vez, o que fazia ali às duas horas da manhã, não porque o dono deles quisesse saber realmente, mas porque queria voltar a se deitar.

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30 de novembro de 2019

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A mulher das plantas

Por Eriane Dantas

A imagem mostra uma pintura de uma mulher colhendo flores em um jardim.

A mãe de uma amiga de uma amiga era obsessiva por plantas de todos os tipos, mas sempre preferiu aquelas que floriam. Então enchia a frente, os lados e os fundos da casa com as mais variadas espécies. Mal sobrava espaço para caminhar do portão até a porta de casa.

O marido dizia que ela ganharia muito mais se trocasse cada uma daquelas plantas por uma que desse algo comestível. Ninguém poderia comer flor, ele repetia. Aliás, ele se enganava, pois existiam sim flores comestíveis. Não naquele jardim, é verdade. E, mesmo assim, aquele homem certamente não aprovaria uma comida tão exótica. Queria ver o terreno tomado de pés de manga, de goiaba, de mamão, de acerola e talvez até de feijão. Aquelas flores todas não serviam para nada.

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26 de novembro de 2019

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Anticonselhos a uma moça

Por Eriane Dantas

Seja recatada.
Não saia por aí
aos gritos e risadas,
não xingue,
não fale alto,
cruze as pernas ao se sentar.


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