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25 de novembro de 2020

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O giz vermelho e a insatisfação permanente

Por Eriane Dantas

‘Como seria bom se eu tivesse um ioiô!’.

Esse é um dos pensamentos de Sara, a personagem principal do livro infantil O giz vermelho, de Iris van der Heide e Marije Tolman (Martins Fontes, 2006).

Toda vez que leio essa história me pego em uma reflexão: não estaríamos nós em uma insatisfação permanente? Eu digo nós porque posso me incluir nesse grupo que, vez ou outra, olha para os objetivos alcançados e, como Raul Seixas naquela canção*, se pergunta: “E daí?”.

Sara inicia a narrativa com um giz vermelho, deseja fazer desenhos no chão com ele, porém é desencorajada pelo piso irregular. Ela então encontra um menino brincando com bolas de gude, se interessa pelo brinquedo e propõe uma troca. Assim a menina percorre todo o livro, reparando que o objeto em suas mãos não tem a graça que ela imaginava e cobiçando o brinquedo de outra criança.

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28 de julho de 2020

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Outra versão da vida

Por Eriane Dantas

Um café,
dois,
três.
Novo ofício,
e-mail,
telefonema,
despacho para não sei onde,
reunião com não sei quem.


Espero as 17 horas,
espero o fim de semana,
espero as férias,
espero o Natal,
espero outro ano começar.

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19 de fevereiro de 2020

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O bife à parmegiana

Por Eriane Dantas

Gisele se orgulhava de ser uma funcionária exemplar, mas tinha uma fraqueza e precisou enfrentá-la ao ser escalada para um evento de trabalho em São Paulo na companhia da chefe.

No primeiro dia, depois de cumprirem suas tarefas, sobrou-lhes uma tarde livre, que a chefe resolveu aproveitar mostrando a cidade para a subordinada.

Pegaram um táxi na porta do hotel, desceram em um trecho da Avenida Paulista e caminharam até o Masp, mas o encontraram de portas fechadas.

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05 de novembro de 2019

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Reunião de negócios

A imagem mostra um aperto de mãos.

Um pai de família que presta serviços autônomos torce todo dia para que alguém lhe ofereça um trabalho que dure pelo menos um mês e lhe renda um bom pagamento. Mas a crise financeira atinge até os mais endinheirados. Pouca gente possui recursos para mandar produzir portões ou grades. Já as encomendas pequenas são mais corriqueiras — de vez em quando alguém o manda fazer um pé de botijão de gás, um suporte para prateleira e outros itens de menor porte.

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