"4" Post(s) arquivados na Tag: literatura para crianças e jovens

09 de dezembro de 2020

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[Resenha] A mulher que matou os peixes

Por Clarice Lispector

  • Título Original: A mulher que matou os peixes
  • Editora: Rocco
  • Ano de Publicação: 1999
  • Número de Páginas: 30
Sinopse: Quase todo mundo tem ou já teve um animal de estimação. Mas nem todos prestam atenção aos bichinhos que têm em casa, que não são exatamente de estimação, como as baratas, as lagartixas, as moscas e os mosquitos, por exemplo, que são bichos naturais, e não estão à venda nas lojas. Essa é uma história contada por uma mulher que ama todos os bichos do mundo, mas que, por um acidente, matou dois peixinhos vermelhos. Entre os animais que ela mais gostou estão: a lagartixa, o vira-lata Dilermando; Jack, o cachorro americano; um mico muito bagunceiro; uma miquinha linda que usava brincos e colar e se chamava Lisete e tantas outras histórias dos animais de seus amigos. No final do livro, vamos saber se podemos perdoá-la ou não por ter matado os peixes.
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Se vocês gostam de escrever ou desenhar ou dançar ou cantar, façam porque é ótimo: enquanto a gente brinca assim, não se sente mais sozinha, e fica de coração quente.

No centenário de Clarice Lispector, falo aqui de um livro que essa conhecida escritora brasileira (nascida na Ucrânia) produziu para crianças.

Em A mulher que matou os peixes, que conta com ilustrações de Flor Opazo, a autora se apresenta como ela própria e conversa com os leitores e as leitoras, contando-lhes histórias, que não sabemos se são verdadeiras ou inventadas, sobre diferentes animais: gatos, cachorros, macaco, lagartixa etc.

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02 de dezembro de 2020

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Os jovens não gostam de ler

Em nosso encontro, no dia 22 de novembro de 2020, a escritora Palmira Heine perguntou minha opinião sobre a afirmação que eu trouxe no título deste texto (quem não viu a live passa lá no perfil da escritora no Instagram ou clica aqui).

Naquele momento, lembrei-me de uma pesquisa cujos resultados foram divulgados há poucos meses. Resolvi então conferir a pesquisa para ter certeza de que não disse alguma bobagem.

Realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL) 2007, a pesquisa Retratos da leitura no Brasil já teve cinco edições (2001, 2007, 2011, 2014 e 2019). Em 2019, o IPL contou com a parceria do Itaú Cultural e entrevistou 8.076 pessoas com 5 anos ou mais de idade em 208 municípios, abrangendo todas as unidades federativas.

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25 de novembro de 2020

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O giz vermelho e a insatisfação permanente

Por Eriane Dantas

‘Como seria bom se eu tivesse um ioiô!’.

Esse é um dos pensamentos de Sara, a personagem principal do livro infantil O giz vermelho, de Iris van der Heide e Marije Tolman (Martins Fontes, 2006).

Toda vez que leio essa história me pego em uma reflexão: não estaríamos nós em uma insatisfação permanente? Eu digo nós porque posso me incluir nesse grupo que, vez ou outra, olha para os objetivos alcançados e, como Raul Seixas naquela canção*, se pergunta: “E daí?”.

Sara inicia a narrativa com um giz vermelho, deseja fazer desenhos no chão com ele, porém é desencorajada pelo piso irregular. Ela então encontra um menino brincando com bolas de gude, se interessa pelo brinquedo e propõe uma troca. Assim a menina percorre todo o livro, reparando que o objeto em suas mãos não tem a graça que ela imaginava e cobiçando o brinquedo de outra criança.

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19 de novembro de 2020

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Três livros infantis para refletir sobre identidade

Identidade? O que é isso mesmo? Identidade descreve “algo que é diferente dos demais, porém idêntico a si mesmo” (PUC/RIO, p. 14). Ou seja, é aquilo que nos torna únicos em meio a bilhões de pessoas. É como aquele documento chamado pelo mesmo nome que usamos para provar quem somos.

Identidade é construída individual e socialmente, a partir das características pessoais, da memória coletiva, dos valores culturais etc. É constituída na relação entre sujeito e sociedade, havendo a forma como o indivíduo se identifica e como é identificado pelos outros.

Não é estática, como uma fotografia. Pode se alterar ao longo da vida, influenciada pelas vivências e rupturas, em um processo conduzido pela própria pessoa, embora cada indivíduo mantenha uma essência, um estilo.

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