"4" Post(s) arquivados na Tag: histórias do mundo

23 de novembro de 2019

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[Resenha] A bolsa amarela

Por Lygia Bojunga

  • Título Original: A bolsa amarela
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Casa Lygia Bojunga
  • Ano de Publicação: 2019
  • Número de Páginas: 140
Sinopse: A bolsa amarela é o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela) — a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação — por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" — essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias. Ao mesmo tempo que se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa.
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A bolsa amarela é um livro para crianças e jovens publicado pela primeira vez em 1976. Mesmo assim, apesar de seus 43 anos, podemos dizer que suas reflexões continuam válidas e atuais.

Faz tempo que eu tenho vontade de ser grande e de ser homem. Mas foi só no mês passado que a vontade de escrever deu pra crescer também (p. 10).

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19 de novembro de 2019

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Dia da Consciência Negra: 3 livros infantis que valorizam a identidade negra

Amanhã é Dia Nacional da Consciência Negra, data na qual se lembra e atualiza a luta do povo negro. É o aniversário de morte de Zumbi dos Palmares (1655-1695), o último líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência negra à escravidão.

Por isso, hoje trago três livros infantis que, na minha opinião, valorizam a identidade negra. São obras que merecem ser apreciadas durante o ano todo e não só em 20 de novembro.

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12 de novembro de 2019

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Por que ler para bebês?

A forma como a criança é vista hoje é diferente daquela de anos atrás. Já se sabe que, em seus primeiros anos de vida (especialmente até os três), a criança passa pelo período mais intenso de aprendizagem e desenvolvimento, que começa antes mesmo do nascimento.

Por essa razão, essa é a fase à qual os adultos (mães, pais, avós, cuidadores, professoras etc.) devem dar mais atenção. Além de garantir a alimentação e um ambiente seguro, devem oferecer afeto, contato com a natureza e espaço para que a criança brinque e se desenvolva. Isso porque as experiências dos primeiros anos de vida (sejam positivas ou negativas) marcarão toda a trajetória da criança.

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09 de novembro de 2019

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[Resenha] A redoma de vidro

Por Sylvia Plath

  • Título Original: The Bell Jar
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Biblioteca Azul
  • Ano de Publicação: 2014
  • Número de Páginas: 280
Sinopse: A Biblioteca Azul lança uma nova edição de "A redoma de vidro", único romance da poeta americana Sylvia Plath. Lançado semanas antes da morte da poeta, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens. Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas "A redoma de vidro" segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental. Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso.
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Hoje trago A redoma de vidro, o único romance da poeta americana Sylvia Plath, uma obra que permanece atual apesar de seus 56 anos de existência.

Eu teria que enganar meu corpo com o resto da consciência que ainda tinha, ou ficaria presa naquela cela estúpida por mais cinquenta anos, sem consciência alguma. E quando as pessoas percebessem que eu havia perdido a cabeça — o que acabaria acontecendo, apesar da discrição da minha mãe — elas a convenceriam a me colocar em uma clínica psiquiátrica, onde eu seria curada. Acontece que meu caso não tinha cura (p. 178-179).

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