"4" Post(s) arquivados na Tag: resenhas

25 de julho de 2020

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[Resenha] O fantástico mistério de feiurinha

Por Pedro Bandeira

  • Título Original: O fantástico mistério de feiurinha
  • Editora: Moderna
  • Ano de Publicação: 2009
  • Número de Páginas: 64
Sinopse: Você se lembra, não é? Quase todas as histórias antigas que você leu terminavam dizendo que a heroína casava-se com o príncipe encantado e pronto. Iam viver felizes para sempre e estava acabado. Mas o que significa "viver feliz para sempre"? Significa casar, ter filhos, engordar e reunir a família no domingo para comer macarronada? Quer dizer que a felicidade é não viver mais nenhuma aventura? Como é que alguém pode viver feliz sem aventuras?
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Não. Branca de Neve jamais desapareceria, assim como Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, Bela-Fera ou Rosaflor Della Moura Torta. Elas tinham sido eternizadas nos livros pelos maiores artistas do mundo e suas vidas se renovavam todos os dias quando os livros se abriam na frente de novas crianças, prontas a rir, a chorar e a se emocionar com suas aventuras (p. 40).

Escrito por Pedro Bandeira e ilustrado por Avelino Guedes, O fantástico mistério de Feiurinha mistura conhecidos contos de fadas com a história de Feiurinha, personagem criada pelo escritor.

Um dia, em um época pós-final dos contos de fadas, as protagonistas de algumas dessas histórias se reúnem para discutir o que teria acontecido com Feiurinha, que desapareceu e ninguém sabe onde se encontra. O medo das personagens é que o “felizes para sempre” de cada uma delas também esteja comprometido, já que Feiurinha sumiu depois da promessa de final feliz.

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07 de julho de 2020

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[Resenha] Nó na garganta

Por Mirna Pinsky

  • Título Original: Nó na garganta
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Atual
  • Ano de Publicação: 2009
  • Número de Páginas: 88
Sinopse: Tânia tem 10 anos. Seus pais decidiram trocar a vida pobre e difícil da cidade grande por uma nova oportunidade no litoral, e ser caseiros na casa de dona Matilde. No novo ambiente, Tânia aprende e inventa novas brincadeiras, faz novos amigos e sofre muito preconceito pelo fato de ser negra. Ao mesmo tempo, vai nascendo dentro dela uma consciência até então desconhecida, uma vontade de mostrar às pessoas sua verdadeira personalidade.
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Aquela dor que sentia quando a chamavam de negra, daquele jeito, daquele jeito xingado, como se estivessem chamando ela de suja, de ladrona, de asquerosa, a amiga tinha percebido bem (p. 34).

Ganhei o livro Nó na garganta, meses atrás, de minha querida amiga Ana Luiza. Ana sabe o quanto aprecio textos literários destinados a crianças e jovens. Então preciso agradecer a ela a oportunidade de conhecer essa obra.

Com texto de Mirna Pinsky e ilustrações de Andréa Ramos, Nó na garganta conta a história de Tânia, uma menina negra de dez anos de idade que, como toda criança, quer se divertir, ter amigos, ser livre para fazer o que a deixa contente.

Tânia, porém, passa por aquela experiência cujos relatos continuamos a ver, aquela experiência dolorosa para quem a vive e vergonhosa para quem a provoca. Esse é um daqueles livros cuja atualidade, mesmo depois de 41 anos, não nos alegramos em constatar.

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23 de junho de 2020

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[Resenha] Encontros felizes

Por Mônica Moro Harger

  • Título Original: Encontros felizes
  • Gênero do Livro: Crônica
  • Editora: InVerso
  • Ano de Publicação: 2019
Sinopse: Em abril de 2018, entre as inúmeras mensagens compartilhadas no WhatsApp da minha saudosa turma de faculdade (lá se vão mais de 20 anos de formados), um texto se destacava: "Vá aos encontros felizes". Assim como meus amigos, me comovi e uma parte de mim se viu querendo pegar a estrada e ir ao encontro daqueles que amo. Porém, o texto não vinha assinado. Tive a gratificante curiosidade de ir atrás da autora, alma sensível que havia conseguido traduzir de forma simples e afetuosa a importância de celebrar a vida nos momentos felizes. Assim encontrei a Mônica. De lá pra cá, pude comprovar que não apenas me identificava com seus textos, com sua sensibilidade, como também me identificava com sua doçura e capacidade de falar ao meu coração. Ficamos amigas. Ela se tornou colunista do meu blog. Em maio de 2019 tivemos nosso tão aguardado "Encontro Feliz", quando ela pegou a estrada e veio me visitar. [...]
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Sim, há dias longos em que a vida pesa e soma tempo. E há dias leves, que nos conferem a juventude da alma.

Com um título que nos prepara para uma experiência prazerosa, Mônica Moro Harger nos convida a contemplar, como quem observa de fora, aqueles momentos que passam despercebidos no dia a dia. Ela nos faz reparar que, por vezes, subestimamos os pequenos acontecimentos.

Outra conclusão a que chegamos ao ler Encontros felizes é que a vida (a vida mais simples que exista) pode fornecer matéria abundante para o escritor ou a escritora.

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13 de junho de 2020

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[Resenha] O conto da ilha desconhecida

Por José Saramago

  • Título Original: O conto da ilha desconhecida
  • Gênero do Livro: Conto
  • Editora: Companhia das Letras
  • Ano de Publicação: 1998
  • Número de Páginas: 64
Sinopse: Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas.Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro. Antes, entretanto, ela é submetida a uma série de embates com o status quo, com o estado consolidado das coisas, como se da resistência às adversidades viesse o mérito e do mérito nascesse o direito à concretização. Entre desejar um barco e tê-lo pronto para partir, o viajante vai de certo modo alterando a ideia que faz de uma ilha desconhecida e de como alcançá-la, e essa flexibilidade com certeza o torna mais apto a obter o que sonhou. [...]
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Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós (p. 41).

Sou uma grande admiradora do estilo de José Saramago, da crítica e da ironia presentes em suas obras. Conheci e recomendo O ensaio sobre a cegueira, A jangada de pedra e O evangelho segundo Jesus Cristo (este último em especial). Sempre que leio algo do autor, sinto-me inspirada a escrever textos que façam rir e pensar de uma vez só. Mesmo assim, ainda não havia comentado livros de Saramago aqui.

Vou explicar o porquê: tive receio de escrever, de maneira simples, sobre um escritor cujos trabalhos rendem análises de estudiosos. Bobagem minha, reconheço, pois todos que me acompanham sabem que não sou especialista em literatura (infelizmente não me formei na área). Sou apenas uma apreciadora de livros, tentando aprender mais sobre leitura e escrita.

Então vamos lá. Vamos espantar daqui a insegurança.

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