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12 de maio de 2022

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A mãe da Babi

Ilustração de Bianca Lana.

Mãe de alguém. Chega um momento na vida em que passamos a ser conhecidas assim, como se nos faltassem nomes. Meu filho ainda nem saiu das fraldas e eu já reparo nisso de vez em quando.

A mãe da Babi, de Um ipê de cada cor, vive essa experiência. Não sabemos o seu nome. Não sabemos muito sobre a sua história. Ela é a mãe da Babi e da Ana.

Mas nos inteiramos de seu ingresso no mundo materno, de sua preocupação em repetir os erros com a segunda filha, de sua forma de amar as duas.

Ainda no ensino médio, ela conheceu um garoto que se tornou um amigo inseparável. A amizade cresceu, se modificou e, de repente, como não é raro na juventude, os dois acharam que não viveriam um sem o outro. Da paixão veio a surpresa: logo o casal traria mais um ser ao mundo.

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26 de abril de 2022

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Minhas versões

Por Eriane Dantas

Na infância, imaginamos os adultos bem-resolvidos, donos de si. Quando chegamos a essa etapa, porém, descobrimos: adulto é, em geral, uma criança que bate cartão, paga boletos e oculta sua infantilidade. Adultos não são imunes ao medo, à insegurança, aos traumas, à ansiedade, à vontade de chorar e espernear de vez em quando.

De tempos em tempos, reflito sobre o caminho que trilhei até aqui e idealizo o que encontrarei logo ali, à frente (não, esse trajeto não consta em GPS e mapas). Olho pelo retrovisor e comparo esta “eu” de hoje com aquelas que fui deixando para trás.

Já encarnei tantas versões. A lembrança de algumas me causa riso ou nostalgia; um punhado delas eu esqueceria de bom grado; outras, eu deveria viajar no tempo para consertar. De todo modo, elas não ficaram para trás de fato; vão no porta-malas, deslocando-se nas curvas, sacolejando nas estradas esburacadas.

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12 de abril de 2022

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Cabelo loiro

Por Eriane Dantas

Cabelo loiro
meu artista
a alegria da casa
o motivo literal
desta casa construída
Todo dia
esqueço a sua idade
acho graça
nas mesmas frases
me admiro
com o seu raciocínio
espalho por aí
suas peripécias
peço à memória:
mantenha intactos
estes momentos

Sucede
em meu peito
um reboliço
se os meus olhos miram
sua imagem,
os meus ouvidos
captam a sua voz
numa risada
num cumprimento carinhoso
numa palavra
com letras trocadas

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17 de agosto de 2021

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[Resenha] Eu sou Malala

Por Malala Yousafzai

  • Título Original: I Am Malala: How One Girl Stood Up for Education and Changed the World
  • Gênero do Livro: Biografia
  • Editora: Seguinte
  • Ano de Publicação: 2015
  • Número de Páginas: 198
Sinopse: Uma jovem comum, Malala Yousafzai gostava de acompanhar seus programas de TV preferidos, vivia brigando com os irmãos e adorava ir à escola. Mas em pouco tempo tudo mudaria. Ela tinha apenas dez anos quando o Talibã tomou conta do vale do Swat, onde ela vivia com os pais e os irmãos. A partir desse dia, a música virou crime; as mulheres estavam proibidas de frequentar o mercado; as meninas não deveriam ir à escola.
Criada em uma região pacífica do Paquistão totalmente transformada pelo terrorismo, Malala foi ensinada a defender aquilo em que acreditava. Assim, ela lutou com todas as forças por seu direito à educação. E, em 9 de outubro de 2012, quase perdeu a vida por isso: foi atingida por um tiro na cabeça quando voltava de ônibus da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Hoje Malala é um grande exemplo, no mundo todo, do poder do protesto pacífico, e é a pessoa mais jovem e a receber o Prêmio Nobel da Paz. Nesta autobiografia, em que ela conta sua história inspiradora para outros jovens como ela, Malala mostra que todos podem mudar o mundo. (Amazon)
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Foi uma coincidência. Na semana passada, li o livro Eu sou Malala: como uma garota defendeu o direito à educação e mudou o mundo (edição juvenil). Logo depois chegaram as notícias de que os Estados Unidos retirariam suas tropas militares do Afeganistão. Logo depois, como já se esperava, o Talibã tomou conta do país outra vez. Desde então, a imprensa nos recorda as consequências da primeira investida do movimento fundamentalista naquela nação, em um passado recente; vemos cenas de pessoas tentando deixar sua terra, em busca de segurança.

É triste. Malala narra um pouco dessa mesma história em seu livro. O enredo é como o que começa a se desenrolar neste momento: grupos armados nas ruas, pessoas com medo, repressão à população, em especial às mulheres etc. A diferença é apenas na localização geográfica, embora nem seja tão diferente assim. Malala nasceu e viveu até seus 15 anos de idade no Paquistão, país vizinho do Afeganistão. Agora ela é chamada a se manifestar sobre o acontecimento que se repete.

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