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27 de julho de 2021

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Cinco livros sobre avós

Sabemos da importância do convívio entre avós e netos, convívio este que foi afetado pela pandemia, especialmente em 2020. Não é possível generalizar coisa alguma nessa vida, mas essa relação em geral traz benefícios para ambas as partes. Para os mais novos, é a oportunidade de conhecer a origem da família, os costumes de outra época, aprender com a experiência dos mais vividos.

Eu não convivi de perto com todos os meus avós; apenas por um período com a minha avó paterna. E, mesmo assim, mesmo com dificuldades no contato com ela, minhas recordações dos meus avós são positivas. Até os episódios vividos com esta avó, em particular, e sua dureza tornaram-se histórias cheia de graça que conto aos outros; tenho na memória uma mulher resolvida e independente. A casa dos meus avós maternos, já falecidos, onde passei momentos memoráveis, continua sendo “a casa da vó”.

Para celebrar o dia dos avós, o dia 26 de julho, conferi os livros na estante que trazem os avós como personagens principais e descobri que há, no meu acervo, mais obras sobre o tema do que eu imaginava. Um aspecto chama a atenção: entre os cinco títulos que selecionei, quatro trazem avós (mulheres) e apenas um conta a história de um avô.

As cinco histórias que mostrarei a seguir retratam o companheirismo entre avós e netos, as lembranças da casa da vó, os ensinamentos desses familiares tão marcantes na vida dos netos.

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20 de julho de 2021

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Amizade não solicitada

Por Eriane Dantas

Sempre tive reservas quanto ao termo “amigo(a)”. Não concedia a todo mundo o título, ainda mais precedido de um adjetivo. Talvez por um trauma de infância. Ou por um pressentimento: amizade é relação rara, difícil de cultivar. Não pode ser solicitada (ou confirmada) clicando-se em um botão.

Amizade se constrói pouco a pouco, com a ajuda e o empenho das duas partes. Se a parede é erguida toda de um lado e do outro, só pela metade, o prédio ficará torto e corre o risco de tombar. Depois da queda, é mais trabalhoso levantá-lo novamente.

É uma coisa curiosa. Duas pessoas se encontram por acaso. Mesmo não partilhando a genealogia e não tendo obrigação de ficar, resolvem entrar e permanecer uma na vida da outra. Fazem isso apesar de suas diferenças, das falhas que cada uma delas tem.

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06 de julho de 2021

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A escrita & eu

Por Eriane Dantas

Quando grafei as primeiras palavras. Aquele foi o momento em que comecei a escrever, imagino eu. É forte a lembrança de uma menina que dividia seu tempo livre entre a tevê, a escrita e os passeios solitários com o seu cachorro. Lá estava ela com um caderno nas mãos, criando histórias ou redigindo cartas para os seus avós maternos.

Recordo bem: a minha inspiração para inventar histórias vinha das novelas mexicanas. Minha irmã, minha mãe e eu nos sentávamos juntas para ver as peripécias da Maria do Bairro e a vingança da Marimar. Além de nos divertir e emocionar, aquele era um ritual que unia três mulheres em fases diferentes da vida. Eu sonhava em causar aquilo também em outras pessoas, sonhava em ser autora de telenovelas.

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22 de junho de 2021

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[Resenha] O cometa é um sol que não deu certo

Por Tadeu Sarmento

  • Título Original: O cometa é um sol que não deu certo
  • Gênero do Livro: Novela
  • Editora: Edições SM
  • Ano de Publicação: 2017
  • Número de Páginas: 120
Sinopse: Emanuel é um menino que vive num campo de refugiados sírios no meio do deserto da Jordânia. Entre privações e obrigações, encontra lugar para sonhar em companhia dos amigos, como a menina Amal, por quem nutre um sentimento diferente, que não compreende muito bem. Pelo olhar sensível do protagonista, o leitor é apresentado ao drama dos refugiados sírios, tema atual de extrema relevância, e acompanha os dilemas e sonhos de Emanuel em meio ao seu cotidiano sofrido e incerto.
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Como é viver em um campo de refugiados? Eu não sei, mas posso imaginar a aflição da partida forçada da terra de origem; a angústia da espera; a sensação de estar de passagem sem saber até quando; a expectativa de ser acolhida em alguma parte do mundo, sem muita chance de decidir para onde ir.

[…] Estamos vagando, estamos em trânsito, meu bom Emanuel. Encontraremos nosso lugar, o lugar em que daremos certo. […] (p. 77-78).

Em O cometa é um sol que não deu certo, com texto de Tadeu Sarmento e ilustrações de Apo Fousek, acompanhamos exatamente isso: a vida em um campo de refugiados sírios no meio do deserto. Podemos nos sentir ao lado dos personagens, em um ambiente de carências materiais e de falta de escolhas.

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