"4" Post(s) arquivados na Tag: exclusão social

14 de junho de 2022

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Cadê o amor?

Por Eriane Dantas

Arrepiam-me
a apatia
a conivência com a barbárie
a comemoração da dor
do outro
Por que não incomoda
se o outro
passa fome
padece
tem a vida ceifada?
Por que o próximo 
sempre merece
os males 
mesmo causados 
por terceiros?
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14 de março de 2022

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[Resenha] Carolina

Por Orlando Nilha

  • Título Original: Carolina: Carolina Maria de Jesus
  • Gênero do Livro: Informativo
  • Editora: Mostarda
  • Ano de Publicação: 2019
  • Número de Páginas: 32
Sinopse: Esta obra conta a trajetória de Carolina Maria de Jesus, Empregada doméstica, catadora de papel e moradora de favela que, ao lançar o livro “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, tornou-se uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira. A coleção BLACK POWER apresenta biografias de personalidades negras que marcaram época e se tornaram inspiração e exemplo para as novas gerações. Os textos simples e as belas ilustrações levarão os pequenos leitores a uma viagem repleta de fatos históricos e personagens que se transformaram em símbolo de resistência e superação. Esse livro é voltado para crianças e adolescentes. A ideia é que elas percebam que podem ter representatividade negra desde a infância.
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Carolina Maria de Jesus é hoje considerada uma das grandes escritoras brasileiras. No livro Carolina: Carolina Maria de Jesus, escrito por Orlando Nilha para a coleção Black Power, da Editora Mostarda (2019), as crianças e os jovens têm a oportunidade de conhecer um pouco da vida e da força dessa mulher negra, mãe solo, moradora da favela, que sonhava com uma vida mais digna para si mesma e para seus filhos.

Carolina Maria de Jesus nasceu em Sacramento, Minas Gerais, no dia 14 de março de 1914. De família pobre e descendente de escravos, Carolina estudou pouco, mas seus anos de escolaridade foram suficientes para lhe apresentar suas duas paixões: ler e escrever.

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04 de março de 2022

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Conectad@s

Por Eriane Dantas

Que curioso é o mundo moderno. Eu escrevo neste momento de Brasília, a capital do Brasil. Você, que lê este texto agora, pode estar pertinho de mim, em Luziânia, Goiânia ou Unaí; ou, mais distante, em Santarém, São Luís ou Caxias do Sul; ou, ainda, em outro país da América do Sul: no Paraguai, na Argentina, na Colômbia; ou, do outro lado do oceano, em Portugal, na Alemanha, em Moçambique, no Paquistão.

Não nos conhecemos. Talvez nunca cheguemos a nos conhecer. Não sei a sua história, as suas qualidades, os seus gostos, os desafios que você enfrentou ou enfrenta por aí, o sotaque, a língua ou os costumes do lugar onde mora. Não sei como é o mundo visto por seus olhos.

Você também não sabe o que enxergo daqui. Até viu uma foto minha, leu um trecho da minha biografia. Mas só pode imaginar a minha trajetória, só dispõe das informações que resumi em um punhado de parágrafos. Trinta e poucos anos precisariam de mais espaço.

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08 de junho de 2021

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[Resenha] Bagageiro

Por Marcelino Freire

  • Título Original: Bagagem
  • Gênero do Livro: Conto/ensaio
  • Editora: José Olympio
  • Ano de Publicação: 2018
  • Número de Páginas: 160
Sinopse: Bagageiro, no Recife, é onde se leva todo tipo de coisa em cima da bicicleta: mercadoria, botijão de gás, criança etc. Neste Bagageiro, encontramos uma coletânea de pequenas histórias, entremeadas por comentários – por vezes mordazes – sobre a escrita, o país, o mundo, a vida literária e não literária. Classificados pelo autor como “ensaios de ficção”, os textos reunidos nesta obra fazem parte de um gênero atípico, misturando críticas à realidade, toques de humor sagaz e prosa poética, tudo isso com o estilo único e brilhante de Marcelino Freire. Segundo o jornal Estado de S. Paulo, em Bagageiro, “os contos/ensaios retratam personagens muitas vezes afligidos pela desigualdade social ou mesmo desamparados em relação à sua arte [...]. Os contos mais carregados são alternados com os ensaios de ficção, reflexões agudas e divertidas sobre escritores e o meio literário, e chistes mais ou menos pornográficos.” É um livro divertido e delicioso de ler.
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Juro que tudo o que eu escrevo é verdadeiro. O mentiroso sou eu (p. 122).

Em Bagageiro, Marcelino Freire reúne textos distintos, que chama de ensaios de ficção. Como ele próprio esclarece (e eu não sei mais onde — já virei o livro de ponta-cabeça e não acho o trecho), bagageiro é onde se leva todo tipo de objeto na bicicleta. Do mesmo jeito, no Bagageiro do Marcelino cabe um monte de coisas.

Marcelino Freire nasceu em Pernambuco e vive em São Paulo desde o início da década de 1990. Além de Bagageiro, publicou Angu de Sangue (Ateliê Editorial, 2000), Contos Negreiros (Record, 2006) e Nossos Ossos (Record, 2013), entre outros livros.

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