20 de abril de 2021

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Quem são os indígenas do Brasil

Afinal, quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos? Os indígenas são aqueles que de fato pertencem ao lugar […]. (p. 9).

Em minha experiência como professora da rede pública de ensino do Distrito Federal, de 2009 a 2013, presenciei todo ano, nesta época, a escola inteira falando de um único assunto: o Dia do Índio.

Preciso dizer a verdade: isso sempre me incomodou. Não por abordarmos a data comemorativa e sim pela forma como a abordávamos (eu incluída sempre), com desenhos para colorir, com uma imagem estereotipada, com a música da Xuxa e com alguma superficialidade acerca das diferenças culturais. Não mencionávamos o insistente projeto de dizimação da população indígena, a marginalização à qual a relegamos nem o que realmente é ser indígena. Não por maldade (creio eu), mas por desconhecimento das diversas culturas indígenas (não se pode falar em apenas uma cultura). Também pelo esquecimento no qual jogamos os verdadeiros donos desta terra.

A importância em acolher, proteger e conhecer todas essas identidades é maior do que se imagina. Os indígenas podem nos ensinar a viver melhor em um mundo pior […] (p. 10).

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15 de abril de 2021

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[Resenha] Contando com a sorte

Por Alcides Goulart

  • Título Original: Contando com a sorte
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Jovem
  • Ano de Publicação: 2012
  • Número de Páginas: 64
Sinopse: O povo da pequena Estrelópolis vive uma semana de euforia. Pela primeira vez na história, o time da cidade vai disputar a decisão do campeonato. O prefeito – supersticioso ao extremo – exige a escalação do rapaz mais sortudo da cidade. Para o prefeito, é a sorte que comanda a vida e o destino das pessoas. O treinador da equipe discorda, pois acredita na competência, e não na sorte. O rapaz sortudo, por sua vez, torce para entrar em campo, pois assim vai atrair o olhar de Marinalva, por quem é perdidamente apaixonado. Um texto envolvente e bem-humorado. Uma leitura deliciosa!
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Nem a sorte nem o azar mandam no seu destino. Quem manda no seu destino é você. São as suas escolhas, os seus atos, que vão dizer se a sua vida vai ter mais momentos de sorte ou mais momentos de azar (p. 60-61).

Será que existe sorte? Será que existe azar (esta palavra que muita gente evita pronunciar para não atrair seu significado)? Será que algumas pessoas são mais sortudas do que outras? Será que quem tem sorte no amor não tem sorte no jogo e vice-versa?

Esse é o tema principal dessa história bem-humorada. Nela acompanhamos personagens fictícios do pequeno município de Estrelópolis, que poderiam ser encontrados em carne e osso em diversas partes do país, personagens que parecem nossos conhecidos.

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13 de abril de 2021

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Não seja apenas feliz

Esse menino cheio de expressões, cheio de estilo, veio ao mundo há exatos 24 meses, antes do nascer do sol.

É engraçado. O nosso primeiro encontro foi também a nossa primeira separação. Ele chegou reclamando, mostrando suas vontades. Seu choro ocupou o espaço e foi interrompido assim que nos aproximamos, como se ele quisesse ouvir o que eu tinha a dizer. Eu nada disse. Só senti sua pele na minha, a sensação de ver de perto um rosto que a tecnologia havia nos antecipado. Era a minha primeira vez ali também, numa sala com tanta luz, com tanta gente ao redor, com tanta volta no estômago. Sua chegada mudou a nossa vida, a rotina da casa, fazendo-nos até mudar de casa.

Já se passaram dois anos e, embora pareça que foi ontem, sinto como se o Joaquim estivesse conosco desde sempre. Incorporou-se à família de forma tão natural, que não existiria mais família sem sua presença.

Falei do Joaquim outras vezes aqui, especialmente de como ele e eu compartilhamos o amor pelos livros. Para além disso, ele proporciona a experiência mais mágica que viverei: a oportunidade de presenciar suas descobertas, sua aprendizagem, de influenciá-las também, de ser parte da formação de um sujeito.

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08 de abril de 2021

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O que devemos ler para crianças pequenas?

O título deste texto pode ter causado estranhamento. Foi escolhido de propósito para ressaltar um incômodo meu: a definição de livros “adequados” para bebês e crianças pequenas.

Deixo claro, para começo de conversa, que este não é um artigo de uma especialista no assunto. Trata-se da opinião de alguém que se interessa por literatura para crianças, que escreve e vem aprendendo no convívio com um pequeno ser que vai fazer dois anos em breve.

O que venho atestando em minha vivência é que o gosto pela leitura é aprendido/adquirido pelo estímulo, no contato com os livros. Eu sei, essa afirmação é clichê, porém escutá-la é diferente de experimentá-la.

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