13 de julho de 2021

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[Resenha] Muito além do inverno

Por Isabel Allende

  • Título Original: Más allá del invierno
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Bertrand Brasil
  • Ano de Publicação: 2019
  • Número de Páginas: 294
Sinopse: Autora do aclamado best-seller A casa dos espíritos, Isabel Allende nos traz uma de suas histórias mais pessoais em Muito além do inverno que se transforma no catalisador de uma inesperada e tocante história de amor entre duas pessoas que acreditavam estar no inverno de suas vidas. Em meio a uma nevasca no Brooklyn, Richard Bowmaster, um professor universitário de 60 anos, bate na traseira do carro de Evelyn Ortega, uma jovem imigrante ilegal da Guatemala. O que a princípio parecia apenas um pequeno incidente toma um rumo imprevisto e muito mais sério quando Evelyn aparece na casa do professor em busca de ajuda. Confuso com a situação e sem entender o espanhol falado pela jovem, ele pede ajuda a sua inquilina, Lucía Maraz, uma chilena de 62 anos, que está passando uma temporada nos Estados Unidos como palestrante na mesma universidade em que Richard leciona. Juntas, essas pessoas tão diferentes embarcam em uma dramática e incrível aventura [...] (Fonte: Amazon).
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Demorei algumas páginas até engatar na leitura de Muito além do inverno, eu confesso, mas Isabel Allende não decepcionou. Em algum ponto, não me lembro exatamente qual, fui conquistada por essa obra, que, embora também aborde o tema da ditadura militar, um dos assuntos de A casa dos espíritos, é tão diferente daquele romance de estreia da autora.

O espelho, como as fotografias, era um inimigo inclemente, porque a mostrava imóvel, com seus defeitos expostos sem atenuantes. [Lucía] acreditava que seu atrativo, se houvesse, estava no movimento (p. 15).

Nesse livro, acompanhamos inicialmente Lucía Maraz, um chilena de 62 anos, e o americano Richard Bowmaster, de 60 anos. Lucía está passando um tempo em Nova Iorque como palestrante na universidade e se hospeda em um quarto no porão do apartamento de Richard, no Brooklyn. Sua relação é um tanto fria e distante (mais por culpa de Richard). Isso até que, em meio a uma nevasca inesperada, Richard se envolve em um acidente de trânsito, trazendo para a sua vida (e para a de Lucía, por tabela) uma jovem imigrante ilegal da Guatemala chamada Evelyn Ortega.

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06 de julho de 2021

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A escrita & eu

Por Eriane Dantas

Quando grafei as primeiras palavras. Aquele foi o momento em que comecei a escrever, imagino eu. É forte a lembrança de uma menina que dividia seu tempo livre entre a tevê, a escrita e os passeios solitários com o seu cachorro. Lá estava ela com um caderno nas mãos, criando histórias ou redigindo cartas para os seus avós maternos.

Recordo bem: a minha inspiração para inventar histórias vinha das novelas mexicanas. Minha irmã, minha mãe e eu nos sentávamos juntas para ver as peripécias da Maria do Bairro e a vingança da Marimar. Além de nos divertir e emocionar, aquele era um ritual que unia três mulheres em fases diferentes da vida. Eu sonhava em causar aquilo também em outras pessoas, sonhava em ser autora de telenovelas.

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22 de junho de 2021

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[Resenha] O cometa é um sol que não deu certo

Por Tadeu Sarmento

  • Título Original: O cometa é um sol que não deu certo
  • Gênero do Livro: Novela
  • Editora: Edições SM
  • Ano de Publicação: 2017
  • Número de Páginas: 120
Sinopse: Emanuel é um menino que vive num campo de refugiados sírios no meio do deserto da Jordânia. Entre privações e obrigações, encontra lugar para sonhar em companhia dos amigos, como a menina Amal, por quem nutre um sentimento diferente, que não compreende muito bem. Pelo olhar sensível do protagonista, o leitor é apresentado ao drama dos refugiados sírios, tema atual de extrema relevância, e acompanha os dilemas e sonhos de Emanuel em meio ao seu cotidiano sofrido e incerto.
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Como é viver em um campo de refugiados? Eu não sei, mas posso imaginar a aflição da partida forçada da terra de origem; a angústia da espera; a sensação de estar de passagem sem saber até quando; a expectativa de ser acolhida em alguma parte do mundo, sem muita chance de decidir para onde ir.

[…] Estamos vagando, estamos em trânsito, meu bom Emanuel. Encontraremos nosso lugar, o lugar em que daremos certo. […] (p. 77-78).

Em O cometa é um sol que não deu certo, com texto de Tadeu Sarmento e ilustrações de Apo Fousek, acompanhamos exatamente isso: a vida em um campo de refugiados sírios no meio do deserto. Podemos nos sentir ao lado dos personagens, em um ambiente de carências materiais e de falta de escolhas.

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17 de junho de 2021

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Pessoa = pessoas

Por Eriane Dantas

Ouvindo o Gonzaguinha pela milésima vez, refleti de novo sobre a letra da música. Meu coração explode quando ele canta: “é tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá”. Emocionada, ponho-me a pensar nas gentes que participaram da minha trajetória, que contribuíram para a formação do meu eu. Quantas histórias se entrelaçaram à minha!

No dia a dia, temos uma sensação de independência, somos adultos afinal, as nossas conquistas são resultado do nosso esforço, da nossa inteligência ou da nossa sorte. Na realidade, não somos tão autossuficientes. Tanta história rolou antes da nossa chegada à Terra, tanta gente lutou, sofreu e morreu para que o mundo fosse como o vemos hoje (não que seja o ideal; poderia ser pior). No campo particular, até nos tornarmos donos do nosso próprio nariz, outros seres humanos nos seguraram, nos guiaram, fizeram as atividades mais básicas em nosso lugar. Mesmo quando já nos consideramos capazes de caminhar com os nossos próprios pés e nos manter vivos sem auxílio, encontramos semelhantes que nos mostram outras formas de ver as coisas ao redor, nos influenciam, nos dão a mão. Carregamos um pouquinho de cada um(a) que cruza o nosso caminho e deixamos um pedacinho de nós por onde passamos.

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