"4" Post(s) arquivados na Tag: pandemia

26 de maio de 2020

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Ser triste

Por Eriane Dantas

Longe de mim exaltar a tristeza,
mas quem disse
que não se tira alguma valia
de um dia triste?


Diz a canção:
é preciso um bocado de tristeza.
Ela fala de samba;
eu falo da vida.

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19 de maio de 2020

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Bolos e lembranças

Por Eriane Dantas

Uma das gratas lembranças da minha infância são os bolos com que minha mãe me acordava no dia do meu aniversário: bolos com glacê simples branco. O gosto não consigo recordar agora, mas ao pensar neles sinto um sabor de alegria, de amor, de dedicação.

Minha mãe sempre foi dedicada à família e dominou a cozinha com seu conhecido talento culinário. Talvez por isso eu não tenha me preocupado em aprender muito no campo da panificação e confeitaria (quem precisa aprender a fazer bolos quando tem uma mestre em casa?).

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02 de maio de 2020

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Dois ensaios para refletir sobre a pandemia

No momento que vivemos, sobram informações e análises sobre isso ou aquilo, muitas vezes de pessoas sem qualquer conhecimento para opinar. Não raro nos cansamos de ouvir falar sempre do mesmo assunto e nos desligamos. Não podemos negar, no entanto, que a informação (verdadeira) e a reflexão são armas potentes para enfrentar qualquer crise.

Por isso, hoje trago dois ensaios que podem nos ajudar a refletir sobre este tempo de pandemia. Seus autores têm distintos estilos de vida e apresentam diferentes perspectivas da mesma conjuntura, porém seus pensamentos não estão tão distantes um do outro.

Os textos são curtos e podem ser lidos em minutos, mas suas poucas páginas nos apontam aspectos relevantes. E a boa notícia é que ambos estão disponíveis em formato digital e podem ser baixados gratuitamente.

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28 de abril de 2020

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Contrassenso

Por Eriane Dantas

É um contrassenso falar de livros e de escrita em meio a uma pandemia. Disse isso a mim mesma inúmeras vezes quando a situação ficou mais séria, quando o que parecia distante se aproximou da gente.

Sentei-me para escrever ou pensei em escrever e me deparei com alguma notícia me levando de volta à realidade dos infectados, dos mortos, dos parentes dos mortos, dos desempregados, dos esfomeados. Como me atrever a falar em literatura enquanto o mais importante escapa das mãos de muita gente ou sequer passou por suas mãos?

Tomando emprestadas as palavras de uma amiga muito querida, é muito cômodo estar em casa com internet, TV, Netflix, alimentos e banheiro limpo. E eu acrescento: é muito confortável para mim ocupar meu tempo livre com leitura e escrita, já que não preciso me arriscar lá fora agora para conquistar o pão nem esperar pela caridade de alguém.

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