"10" Post(s) encontrado(s) na categoria: Resenhas

10 de março de 2020

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[Resenha] Eu sei por que o pássaro canta na gaiola

Por Maya Angelou

Li Eu sei por que o pássaro canta na gaiola quase todo dentro de um ônibus, indo ou voltando do trabalho. Ao final, Djamila Ribeiro me advertiu no posfácio que esse é um livro para ser apreciado “em doses, não é algo que se lê de uma vez” (p. 331). Ela tem razão, mas era tarde. Não consegui ler a obra devagar, apesar de sua densidade, e concluí a leitura em poucos dias, pois queria saber o que mais teria acontecido na vida de Marguerite Ann Johnson. Então ele ficou quieto, e aí veio a parte boa. Ele me abraçou com tanto carinho que desejei que nunca me soltasse. Eu me senti em casa. Pelo jeito como ele estava me abraçando, soube que nunca me soltaria nem deixaria nada de ruim acontecer comigo. […] (p. 94). A cada parágrafo que eu lia, sentia como se pudesse ver Marguerite em minha […]

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29 de fevereiro de 2020

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[Resenha] Hibisco roxo

Por Chimamanda Ngozi Adichie

Quão grande pode ser a influência de um pai ou uma mãe na forma como uma criança se portará e se relacionará com as outras pessoas? Foi essa a pergunta que me fiz do início ao fim da leitura de Hibisco roxo. Meus primos riram, e Amaka olhou para Jaja e para mim, talvez achando estranho não rirmos também. Eu quis sorrir, mas estávamos passando na frente de casa bem naquele momento, e a visão dos enormes portões negros e dos muros brancos paralisou meus lábios (p. 91). Hibisco roxo é um romance de Chimamanda Ngozi Adichie, que escreveu ainda os romances Meio sol amarelo (2008) e Americanah (2014), a coletânea de contos No seu pescoço (2017) — do qual já falei aqui — e os ensaios Sejamos todos feministas (2015), Para educar crianças feministas (2017) e O perigo de uma história única (2019).

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04 de fevereiro de 2020

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[Resenha] Quarto de despejo

Por Carolina Maria de Jesus

Hoje apresento Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, o primeiro livro do meu plano literário para 2020. Antigamente eu cantava. Agora deixei de cantar, porque a alegria afastou-se para dar lugar a tristeza que envelhece o coração. […] (p. 150). Carolina Maria de Jesus nasceu em Sacramento, Minas Gerais, em 1914, e se mudou para São Paulo em 1947, onde foi empregada doméstica e, mais tarde, passou a catar papel e outros materiais reutilizáveis.

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21 de janeiro de 2020

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[Resenha] A pergunta mais importante

Hoje trago A pergunta mais importante, um livro para crianças que conheci no final de 2019, embora tenha sido publicado anos antes. Todo aniversário Rosa pedia uma bicicleta de presente, e todo aniversário ganhava outra coisa (p. 4). Escrito por Paula Piano Simões e ilustrado por Flávia Bomfim, A pergunta mais importante é uma bela história sobre aprendizagem e persistência, uma história baseada em fatos reais.

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15 de janeiro de 2020

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[Resenha] Tudo o que você precisou desaprender…

Por Meteoro Brasil

Sempre há espaço para um novo bicho-papão nos armários das mentes seduzidas pelo fascismo (p. 20). Quem vive no Brasil de hoje (esse Brasil que começou a se desenhar em 2015 ou talvez em 2013) ou acompanha as notícias daqui já deve ter ouvido alguma teoria da conspiração sobre o formato da Terra, sobre as universidades públicas brasileiras, sobre ideologia de gênero, sobre mudanças climáticas etc. etc. etc.

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28 de dezembro de 2019

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[Resenha] A caixa de sonhos

Por Luci Guimarães Watanabe

Acertar os seis números da Mega-Sena da Virada, conhecer outro país ou fazer um curso? Chegou aquela época do ano em que costumamos revisitar nossos sonhos. A caixa de sonhos então é uma leitura certeira para este momento. […] Sonho não é coisa pra gente sufocar; pelo contrário, é pra completar a vida da gente. […] (p. 41). Com texto de Luci Guimarães Watanabe e ilustrações de Regina Rennó, o livro foi publicado em 1989 e se destina a jovens leitores.

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17 de dezembro de 2019

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[Resenha] Se os tubarões fossem homens

Por Bertolt Brecht

Hoje trago o livro Se os tubarões fossem homens, de Bertolt Brecht — um texto adaptado para crianças e jovens, mas recomendado a leitores de qualquer idade. Se os tubarões fossem homens, certamente também fariam guerras entre si para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros e obrigariam os seus próprios peixinhos a combater nessa guerras (p. 26). Bertolt Brecht (1898-1956) foi um pensador, dramaturgo, poeta e contista alemão que usava sua obra para expressar seu descontentamento com a realidade social, como vemos no texto de que falo aqui.

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07 de dezembro de 2019

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[Resenha] O caderno da avó Clara

Susana Ventura

Hoje trago O caderno da avó Clara, um livro destinado a jovens que faz pensar e diverte ao mesmo tempo. [O caderno] está todo escrito à mão. Folheio um pouco até perceber que é um caderno de histórias. Estou mesmo cansada, vou parar e dar uma olhada (p. 20).

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23 de novembro de 2019

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[Resenha] A bolsa amarela

Por Lygia Bojunga

A bolsa amarela é um livro para crianças e jovens publicado pela primeira vez em 1976. Mesmo assim, apesar de seus 43 anos, podemos dizer que suas reflexões continuam válidas e atuais. Faz tempo que eu tenho vontade de ser grande e de ser homem. Mas foi só no mês passado que a vontade de escrever deu pra crescer também (p. 10).

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09 de novembro de 2019

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[Resenha] A redoma de vidro

Por Sylvia Plath

Hoje trago A redoma de vidro, o único romance da poeta americana Sylvia Plath, uma obra que permanece atual apesar de seus 56 anos de existência. Eu teria que enganar meu corpo com o resto da consciência que ainda tinha, ou ficaria presa naquela cela estúpida por mais cinquenta anos, sem consciência alguma. E quando as pessoas percebessem que eu havia perdido a cabeça — o que acabaria acontecendo, apesar da discrição da minha mãe — elas a convenceriam a me colocar em uma clínica psiquiátrica, onde eu seria curada. Acontece que meu caso não tinha cura (p. 178-179).

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