"10" Post(s) encontrado(s) na categoria: Resenhas

23 de novembro de 2019

2 Comentários

[Resenha] A bolsa amarela

Por Lygia Bojunga

A bolsa amarela é um livro para crianças e jovens publicado pela primeira vez em 1976. Mesmo assim, apesar de seus 43 anos, podemos dizer que suas reflexões continuam válidas e atuais. Faz tempo que eu tenho vontade de ser grande e de ser homem. Mas foi só no mês passado que a vontade de escrever deu pra crescer também (p. 10).

Continue lendo
09 de novembro de 2019

0 Comentários

[Resenha] A redoma de vidro

Por Sylvia Plath

Hoje trago A redoma de vidro, o único romance da poeta americana Sylvia Plath, uma obra que permanece atual apesar de seus 56 anos de existência. Eu teria que enganar meu corpo com o resto da consciência que ainda tinha, ou ficaria presa naquela cela estúpida por mais cinquenta anos, sem consciência alguma. E quando as pessoas percebessem que eu havia perdido a cabeça — o que acabaria acontecendo, apesar da discrição da minha mãe — elas a convenceriam a me colocar em uma clínica psiquiátrica, onde eu seria curada. Acontece que meu caso não tinha cura (p. 178-179).

Continue lendo
29 de outubro de 2019

2 Comentários

[Resenha] Carta a minha filha

Por Maya Angelou

Capa do livro Carta a minha filha.

Carta a minha filha é um livro que Maya Angelou dedicou a todas as mulheres do mundo, as quais adotou como filhas e herdeiras de sua luta. Você não pode controlar todos os fatos que acontecem em sua vida, mas pode decidir não ser diminuída por eles. Tente ser um arco-íris na nuvem de alguém. Não se queixe. Faça todo o esforço possível para modificar aquilo de que não gosta. Se não puder mudar algo, mude a maneira como pensa. Talvez você encontre uma nova solução (p. 16).

Continue lendo
19 de outubro de 2019

0 Comentários

[Resenha] O peso do pássaro morto

Por Aline Bei

Capa do livro O peso do pássaro morto

O peso do pássaro morto, primeiro romance de Aline Bei, é um livro tocante. É mais uma estreia impressionante a ser acrescentada a outras de que já falei aqui. […] no tempo da minha/ memória/ somos pra sempre. não existe morrer dentro, é como uma canção./ as canções não morrem nunca porque elas moram dentro das pessoas que/ gostam delas. […]

Continue lendo
01 de outubro de 2019

2 Comentários

[Resenha] Uma noite, Markovitch

Por Ayelet Gundar-Goshen

Iaakov Markovitch não era feio. Que não se conclua disso que era bonito. Garotinhas não desatavam a chorar por causa de seu aspecto, tampouco sorriam ao ver seu rosto. Ele era, seria possível dizer, um glorioso meio-termo (p. 11). Esse é o romance de estreia de Ayelet Gundar-Goshen, escritora israelense que também é psicóloga e roteirista. Que forma de começar! O livro lhe rendeu um prêmio literário em Israel, o Prêmio Sapir, pelo melhor romance de estreia de 2012, e foi traduzido para catorze idiomas.

Continue lendo
10 de setembro de 2019

2 Comentários

[Resenha] Como conversar com um fascista

Por Marcia Tiburi

[…] cada um é engrenagem da grande máquina de produzir fascistas alimentada com o combustível do ódio. Parar essa engrenagem só será possível para aquele que aprender que outro mundo, além da emoção perversa que tantos têm como o estado de coisas odiento, é possível (p. 34). Publicado em 2015, Como conversar com um fascista analisa o autoritarismo crescente naquela época, mas se encaixa perfeitamente como retrato do Brasil de 2019. Na primeira página do meu exemplar lê-se “07/01/2016”, a data em que o comprei, quando comecei a suspeitar que precisava aprender a conversar com pessoas que não aceitam outros pontos de vista ou outras formas de levar a vida.

Continue lendo
13 de agosto de 2019

6 Comentários

[Resenha] À sombra desta mangueira

Por Paulo Freire

A libertação é possibilidade; não sina, nem destino, nem fado” (p. 50). Hoje trago um livro de um dos autores brasileiros mais conhecidos no mundo e um dos maiores educadores de todos os tempos; um homem repudiado em seu próprio país, o país que ele tanto amava e queria ver transformado. Publicado pela primeira vez em 1995, À sombra desta mangueira talvez seja um livro pouco conhecido de Paulo Freire, em que o autor discute de forma bastante pessoal temas como educação, política, avanço da tecnologia e exílio; faz críticas à esquerda e aos antigos progressistas. Paulo Freire nasceu no Recife, Pernambuco, em 1921 e, ainda na infância, viu crescer em si mesmo a vontade de melhorar a educação do povo, de tornar a sociedade menos desigual e mais justa.

Continue lendo
23 de julho de 2019

4 Comentários

[Resenha] O matador

Por Wander Piroli

Naquele tempo havia muitos quintais e lotes vagos. E era tudo arborizado, tanto em nossa rua como em todo o bairro (p. 2-3). Esse foi o primeiro livro que li para o Joaquim, quando ele ainda era parte de mim. Não sei se ele escutou minha voz ao ler a história. Só sei que me emocionei ao lê-la — tanto pelas circunstâncias da leitura, quanto pela história em si (e não era a primeira vez que eu lia o livro para mim mesma). Publicado pela primeira vez em 2008, dois anos após a morte do autor, O matador foi ilustrado por Odilon Moraes, que usou desenhos que, à primeira vista, parecem simples, sem cor. Mas, quando se conhece a história, percebe-se a intenção do ilustrador. As imagens, em tons esverdeados, ganham cor forte apenas em dois momentos, avivando o sentimento que nos causam as palavras inscritas naquelas páginas.

Continue lendo
09 de janeiro de 2019

0 Comentários

[Resenha] Finuras

Por Ana Luiza Barreto

Ainda que a gente tente escapar, não há conserto A poesia nos habita, é nossa natureza (trecho de “Minha natureza”, p. 28). Para começar o ano por aqui, um lindo trabalho lançado no final do ano passado, uma novidade que veio contrastar com os acontecimentos tenebrosos do último trimestre de 2018. Este é o primeiro livro de Ana Luiza Barreto, uma poeta baiana que tenho orgulho de apresentar como minha amiga e companheira de trabalho, de vida, de sonhos; que sabe combinar tão bem as palavras que consegue emocionar até mesmo com uma mensagem de celular.

Continue lendo
19 de dezembro de 2018

0 Comentários

[Resenha] As doze tribos de Hattie

Por Ayana Mathis

E se Hattie não conseguisse amar mais um filho? Talvez tenhamos uma quantidade finita de amor para dar. Nascemos com a nossa porção, e ela se esgota se amamos e não somos amados o suficiente (p. 89). Esta é a tocante história de uma mãe lutando, de uma forma particular, para conduzir sua numerosa família e superar as adversidades. Primeiro romance de Ayana Mathis, publicado originalmente nos Estados Unidos, em 2012, As doze tribos de Hattie rapidamente se tornou um best-seller por lá e foi incluído na lista de livros do clube de leitura da Oprah Winfrey. O livro conta a história de Hattie, seu marido, seus onze filhos (dentre eles, um casal de gêmeos que morrem ainda bebês) e sua neta. Ela, uma mulher que, no início da década de 1920, se casa com um homem que não atende a suas expectativas, vê seus sonhos de uma vida melhor […]

Continue lendo

1 2 3
© 2019 Histórias em MimDesenvolvido com por