04 de março de 2022

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Por Eriane Dantas

Que curioso é o mundo moderno. Eu escrevo neste momento de Brasília, a capital do Brasil. Você, que lê este texto agora, pode estar pertinho de mim, em Luziânia, Goiânia ou Unaí; ou, mais distante, em Santarém, São Luís ou Caxias do Sul; ou, ainda, em outro país da América do Sul: no Paraguai, na Argentina, na Colômbia; ou, do outro lado do oceano, em Portugal, na Alemanha, em Moçambique, no Paquistão.

Não nos conhecemos. Talvez nunca cheguemos a nos conhecer. Não sei a sua história, as suas qualidades, os seus gostos, os desafios que você enfrentou ou enfrenta por aí, o sotaque, a língua ou os costumes do lugar onde mora. Não sei como é o mundo visto por seus olhos.

Você também não sabe o que enxergo daqui. Até viu uma foto minha, leu um trecho da minha biografia. Mas só pode imaginar a minha trajetória, só dispõe das informações que resumi em um punhado de parágrafos. Trinta e poucos anos precisariam de mais espaço.

Mesmo assim, nos encontramos neste ponto, estamos conectados por uma rede invisível. É clichê dizer isso? Ainda me surpreendo com essa invenção humana, apesar de seus malefícios. Admira-me o contato entre pessoas cujos caminhos, de outra forma, não se cruzariam. Ou a possibilidade de descobrir, diante de uma tela, o que acontece em outra parte do mundo.

Reconheço que todos os lugares deste planeta têm as suas dificuldades — alguns mais, outros menos — e que vivemos de repetir a história. Ao mesmo tempo em que batalhamos dia a dia para (sobre)viver e ser felizes, somos nós os causadores de nossos maiores problemas: fome, miséria, violência urbana, guerras, doenças, desastres ambientais.

Aproveitemos então esta nossa conexão para elevar, eu daqui e você daí, a esperança de um novo tempo. Pode ser apenas um sonho, mas de que vale viver sem sonhar? Que bom seria se os seres humanos se dedicassem a criar apenas maneiras de se conectar e de melhorar a vida de todo mundo.

Para concluir, conta pra mim: de onde você lê este texto agora?

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