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16 de maio de 2020

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O processo VI

Publicar o livro (parte 1)

Não estamos conseguindo agora, e talvez nunca seja possível ganhar a vida escrevendo, que é a profissão desejada por nós. O que faremos para ganhar dinheiro sem sacrificar nossa energia e tempo, prejudicando nossa vocação? (Plath, 2017, p . 505).

O trecho acima retirei de Os diários de Sylvia Plath. Nele a autora relata sua angústia por não poder viver de seu sonho de escrever.

Imagino que todo escritor e toda escritora tenha um sonho igual ao de Sylvia Plath. Quem de nós nunca se colocou como personagem daquela cena em que um escritor se encerra em seu escritório, recheado de livros, senta-se à mesa e passa o dia apenas criando, criando e criando?

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09 de novembro de 2019

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[Resenha] A redoma de vidro

Por Sylvia Plath

  • Título Original: The Bell Jar
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Biblioteca Azul
  • Ano de Publicação: 2014
  • Número de Páginas: 280
Sinopse: A Biblioteca Azul lança uma nova edição de "A redoma de vidro", único romance da poeta americana Sylvia Plath. Lançado semanas antes da morte da poeta, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens. Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas "A redoma de vidro" segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental. Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso.
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Hoje trago A redoma de vidro, o único romance da poeta americana Sylvia Plath, uma obra que permanece atual apesar de seus 56 anos de existência.

Eu teria que enganar meu corpo com o resto da consciência que ainda tinha, ou ficaria presa naquela cela estúpida por mais cinquenta anos, sem consciência alguma. E quando as pessoas percebessem que eu havia perdido a cabeça — o que acabaria acontecendo, apesar da discrição da minha mãe — elas a convenceriam a me colocar em uma clínica psiquiátrica, onde eu seria curada. Acontece que meu caso não tinha cura (p. 178-179).

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