"4" Post(s) arquivados na Tag: não ficção

10 de setembro de 2019

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[Resenha] Como conversar com um fascista

Por Marcia Tiburi

  • Título Original: Como conversar com um fascista: reflexões sobre o cotidiano autoritário brasileiro
  • Gênero do Livro: Ensaio
  • Editora: Record
  • Ano de Publicação: 2015
  • Número de Páginas: 196
Sinopse: Com sua rara capacidade de explicar temas filosóficos para o leitor comum, Marcia Tiburi alcançou o sucesso de público e de crítica como uma filósofa pop. E nesses tempos de nervos à flor da pele e agressivos embates políticos, Marcia traz em Como conversar com um fascista um propósito filosófico-político: pensar com os leitores sobre questões da cultura política experimentada diariamente, de um modo aberto, sem cair no jargão acadêmico. O argumento principal é como pensar em um método, ou uma postura, para contrapor o discurso de ódio, seus reflexos na sociedade brasileira e repercussão nas redes sociais. A filósofa propõe o diálogo como forma de resistência e analisa notícias recentes e acontecimentos do mundo político para mostrar mais uma vez que é possível falar sobre temas complexos de maneira que todos compreendam. Com apresentação de Rubens Casara e prefácio de Jean Wyllys, o livro traz ensaios inéditos e alguns já publicados na revista Cult, combinando a profundidade e a sofisticação intelectuais presentes na medida certa na obra de Marcia Tiburi.
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[…] cada um é engrenagem da grande máquina de produzir fascistas alimentada com o combustível do ódio. Parar essa engrenagem só será possível para aquele que aprender que outro mundo, além da emoção perversa que tantos têm como o estado de coisas odiento, é possível (p. 34).

Publicado em 2015, Como conversar com um fascista analisa o autoritarismo crescente naquela época, mas se encaixa perfeitamente como retrato do Brasil de 2019.

Na primeira página do meu exemplar lê-se “07/01/2016”, a data em que o comprei, quando comecei a suspeitar que precisava aprender a conversar com pessoas que não aceitam outros pontos de vista ou outras formas de levar a vida.

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13 de agosto de 2019

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[Resenha] À sombra desta mangueira

Por Paulo Freire

  • Título Original: À sombra desta mangueira
  • Gênero do Livro: Ensaio
  • Editora: Paz & Terra
  • Ano de Publicação: 2013
  • Número de Páginas: 251
Sinopse: Uma obra fundamental não apenas para os profissionais da educação que sabem que "o domínio técnico é tão importante para o profissional quanto a compreensão política o é para o cidadão", e que ambas as missões de formação cabem ao educador; mas também àqueles que acreditam num mundo mais justo, onde a formação técnica, científica e profissional é tão importante quanto o sonho e a utopia.
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A libertação é possibilidade; não sina, nem destino, nem fado” (p. 50).

Hoje trago um livro de um dos autores brasileiros mais conhecidos no mundo e um dos maiores educadores de todos os tempos; um homem repudiado em seu próprio país, o país que ele tanto amava e queria ver transformado.

Publicado pela primeira vez em 1995, À sombra desta mangueira talvez seja um livro pouco conhecido de Paulo Freire, em que o autor discute de forma bastante pessoal temas como educação, política, avanço da tecnologia e exílio; faz críticas à esquerda e aos antigos progressistas.

Paulo Freire nasceu no Recife, Pernambuco, em 1921 e, ainda na infância, viu crescer em si mesmo a vontade de melhorar a educação do povo, de tornar a sociedade menos desigual e mais justa.

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17 de setembro de 2018

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[Resenha] Só garotos

Por Patti Smith

  • Título Original: Just Kids
  • Gênero do Livro: Biografia
  • Editora: Companhia das Letras
  • Ano de Publicação: 2018
  • Número de Páginas: 310
Sinopse: Antes de se tornar famosa, a cantora e poeta Patti Smith dividiu a cama, a comida e o sonho de ser artista com o fotógrafo Robert Mapplethorpe, a quem prometeu escrever este livro, pouco antes que ele morresse.
Nesta autobiografia afetiva, cativante e nada convencional, Patti reúne fotos, bilhetes e histórias extraordinárias para narrar os anos de aprendizado do casal que atravessou altos e baixos na efervescente Nova York dos anos 1960 e 1970 e se tornou ícone de muitas gerações.
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Não satisfeita com minha oração infantil, logo pedi a minha mãe que me deixasse fazer minha própria reza (p. 15).

Dando uma pausa nos textos ficcionais, o livro de hoje narra uma história real que trata do amor e da amizade entre duas pessoas que se encontraram por acaso e, em parceria, amadureceram e desenvolveram seus talentos. 

Só garotos, publicado originalmente em 2010, é uma autobiografia que Patti Smith escreveu em cumprimento a uma promessa feita ao fotógrafo Robert Mapplethorpe, com quem viveu por anos em Nova Iorque. Além deste livro, Patti Smith narrou suas memórias em Woolgathering (1992), Linha M (2015) e Devoção (2017).

Talvez Só garotos não seja uma autobiografia no sentido tradicional, mas um livro de memórias sobre um amor-amizade e o amadurecimento de dois artistas. Nele, Patti Smith descreve como conheceu Robert e como os dois passaram de uma relação amorosa a uma forte amizade.

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03 de julho de 2018

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[Resenha] Comunhão: a busca feminina por amor

Por bell hooks

  • Título Original: Communion: The Female Search for Love
  • Gênero do Livro: Ensaio
  • Editora: HarperCollins
  • Ano de Publicação: 2003
  • Número de Páginas: 244
Sinopse: A renomada visionária e teórica bell hooks começou sua exploração do significado do amor na cultura americana com o aclamado All About Love: New Visions. Continuou seu diálogo nacional com o best-seller Salvation: Black People and Love. Agora hooks arremata sua trilogia triunfante de amor com Communion: The Female Search for Love.
Insinuante, revelador e provocante, Communion desafia toda mulher a corajosamente proclamar a busca por amor como a jornada heroica em direção à liberdade que todos devemos escolher. Com sua marca registrada e uma linguagem lúcida, hooks explora as formas como as ideias sobre as mulheres e o amor foram mudadas pelo movimento feminista, pela participação plena das mulheres no mercado de trabalho e pela cultura da autoajuda.
Communion é a conversa de coração para coração que toda mulher – mãe, filha, amiga e amante – precisa ter.
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Outra dádiva que as mulheres oferecem àquelas que ainda não descobriram os prazeres da sabedoria é a noção de que é melhor conhecer a alegria de dançar em um círculo de amor que dançar sozinha (p. 243-244, tradução minha).

Hoje trago um livro de não ficção escrito por uma mulher que fala de amor, mas também de empoderamento feminino. Esta resenha é uma homenagem a minha amiga Ana, em agradecimento por ter me apresentado bell hooks e o livro de que falarei aqui.

Este é o terceiro livro da trilogia de bell hooks sobre o amor, composta também por All About Love: New Visions e Salvation: Black People and Love, e infelizmente nenhum dos três foi traduzido para a língua portuguesa. O único livro da autora que pode ser lido em português intitula-se Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade.

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