"4" Post(s) arquivados na Tag: literatura por mulheres

12 de maio de 2022

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A mãe da Babi

Ilustração de Bianca Lana.

Mãe de alguém. Chega um momento na vida em que passamos a ser conhecidas assim, como se nos faltassem nomes. Meu filho ainda nem saiu das fraldas e eu já reparo nisso de vez em quando.

A mãe da Babi, de Um ipê de cada cor, vive essa experiência. Não sabemos o seu nome. Não sabemos muito sobre a sua história. Ela é a mãe da Babi e da Ana.

Mas nos inteiramos de seu ingresso no mundo materno, de sua preocupação em repetir os erros com a segunda filha, de sua forma de amar as duas.

Ainda no ensino médio, ela conheceu um garoto que se tornou um amigo inseparável. A amizade cresceu, se modificou e, de repente, como não é raro na juventude, os dois acharam que não viveriam um sem o outro. Da paixão veio a surpresa: logo o casal traria mais um ser ao mundo.

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07 de abril de 2022

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[Resenha] Eva Luna

Por Isabel Allende

  • Título Original: Eva Luna
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Bertrand Brasil
  • Ano de Publicação: 2019
  • Número de Páginas: 294
Sinopse: Quando ainda era muito jovem, Eva perdeu seus pais. De origem humilde, precisou começar a trabalhar como empregada, mas o seu verdadeiro talento é o dom de contar histórias. À medida que os anos passam e sua natureza imprudente a leva de uma casa para outra, ela conhece pessoas de todos os tipos e com diferentes estilos de vida, mas é sua imaginação que a mantém viva e alimenta seus ardentes encontros com os mais diversos amantes.

Com a América do Sul à beira de um colapso político, o destino de Eva acaba se entrelaçando ao de guerrilheiros e revolucionários e a leva ao encontro de sua verdadeira alma gêmea, o único homem capaz de envolvê-la de forma que nem mesmo em suas histórias ela conseguiu imaginar.

Ricos, pobres, humildes e sofisticados se juntam neste romance repleto de urgência, drama, comédia, história, batalhas, paixões, rebeliões e reencontros. Por meio de alguns dos melhores personagens que Isabel Allende já criou, Eva Luna celebra o poder da imaginação para criar um mundo melhor.
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Obra clássica, Eva Luna foi o quarto romance publicado por Isabel Allende, em 1987. Antes dele vieram A casa dos espíritos (1982), A lagoa azul (1983) e De amor e de sombra (1984).

Acreditei que aquela página me esperava por vinte e tantos anos, que eu vivera apenas para aquele instante, e desejei que a partir daquele momento meu único ofício fosse o de captar as histórias suspensas no ar mais sutil, para torná-las minhas (p. 240).

Fazia um tempo que eu queria conhecer esse livro. Além de ser um dos mais famosos da autora, vi Rory Gilmore, uma das protagonistas da série Gilmore Girls e leitora compulsiva, comentar que prefere Eva Luna ao romance A casa dos espíritos (o que prova que a indicação de livros por personagens de séries e filmes pode incentivar a leitura).

Terei, no entanto, que discordar de Rory. Na minha opinião, Eva Luna não supera o livro de estreia de Isabel Allende.

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16 de janeiro de 2022

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[Resenha] A lua de Alice

Por Carol Petrolini

  • Título Original: A lua de Alice
  • Editora: Cortez
  • Ano de Publicação: 2020
  • Número de Páginas: 64
Sinopse: Alice tem doze anos, gosta de estar com as amigas e jogar futebol. Mas quando decide passar o fim de semana na casa da avó, é surpreendida pela chegada de sua primeira menstruação! Surgem dúvidas, medo e preocupação. Afinal, ela já tinha ouvido falar muita coisa desagradável sobre esse assunto. Neste livro, Carol Petrolini aborda o significado da primeira menstruação e dos ciclos femininos, faz reflexões sobre o ser mulher no mundo atual e traz à tona a importância da sororidade e da empatia. Alice percebe que as mulheres funcionam de acordo com um ciclo, assim como a natureza, e desperta para os saberes femininos antigamente transmitidos de geração em geração – de avó para mãe e para filha – e que agora podem ser acessados por todas as mulheres e por todos os homens. (Fonte: Amazon).
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Não sou grande fã de livros para crianças e jovens escritos para ensinar alguma coisa. Como eu já disse aqui, os textos literários são uma fonte de conhecimento, mas ensinar não deve ser seu objetivo.

A lua de Alice, livro escrito por Carol Petrolini e ilustrado por Laura Barbeiro, parece ter a finalidade de esclarecer à leitora ou ao leitor o tema da primeira menstruação. Mesmo assim, o caráter informativo não prejudicou a obra, que conseguiu aliar o conteúdo que queria transmitir a uma história bonita de parceria entre avó e neta.

No livro, acompanhamos um dia da vida de Alice, uma garota de doze anos de idade que vai passar o final de semana na casa da avó materna. Fazia tempo que ela não dormia ali. O quarto traz lembranças de quando era bem pequena e uma sensação de aconchego.

Exatamente em um desses dias na casa da avó, Alice passa por uma situação nova, incômoda para toda menina. Na verdade, ela tem a sorte de estar lá nessa data. A avó trata o assunto com naturalidade e tem uma longa conversa com a neta sobre o que significa (ou deveria significar) aquela experiência, ao contrário da forma como é encarada no mundo atual (quer dizer, no contexto sociocultural em que vivem Alice e a avó).

— O que aconteceu com você hoje, Alice, a chegada de sua “lua”, de sua primeira menstruação, não é motivo de tristeza nem de medo. É um momento belo, simbólico, que mostra que você faz parte desse círculo da vida, da ciranda de mulheres que vieram antes de você: sua mãe, avós, bisavós, tataravós e todas antes delas, gerações e gerações de mulheres, nossas ancestrais (p. 19).

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28 de setembro de 2021

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[Resenha] Três velhinhas tão velhinhas

Por Roseana Murray

  • Título Original: Três velhinhas tão velhinhas
  • Gênero do Livro: Conto
  • Editora: Paulus
  • Ano de Publicação: 2013
  • Número de Páginas: 22
Sinopse: A família toda ficava de olho no casarão. Estava caindo aos pedaços, mas o terreno era muito valioso. Com o dinheiro da casa poderiam comprar tantas coisas. Só tinha uma coisinha que atrapalhava: dentro do casarão moravam três tias, bem velhinhas. A família, então, reunia-se, discutia, voltava a se reunir.
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Já reparou que a maioria dos livros destinados a crianças tem como personagens crianças (quando não animais ou seres inanimados)? Quando há adultos, estes geralmente se relacionam com as personagens infantis. Isso é normal. As crianças se identificam com personagens de sua faixa etária ou de seu universo, em suas relações com pais, avós e professoras.

O livro que trago hoje, Três velhinhas tão velhinhas, foge dessa tradição e apresenta três velhinhas tão velhinhas, como o próprio título antecipa. Aqui não há crianças. As protagonistas são três senhoras, três tias: Clara, Maria e Matilde.

[…] Clara gostava de música, a sua paixão. Era uma paixão tão grudada na pele, a música era como se fosse a própria pele. […]
Maria, a do meio, era a mais séria das três. Cuidava da casa, das roupas, dos gatos, da comida. […] Matilde gostava de plantas, tudo que fosse verde e vivo e cheirasse à terra molhada. […]

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