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07 de abril de 2022

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[Resenha] Eva Luna

Por Isabel Allende

  • Título Original: Eva Luna
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Bertrand Brasil
  • Ano de Publicação: 2019
  • Número de Páginas: 294
Sinopse: Quando ainda era muito jovem, Eva perdeu seus pais. De origem humilde, precisou começar a trabalhar como empregada, mas o seu verdadeiro talento é o dom de contar histórias. À medida que os anos passam e sua natureza imprudente a leva de uma casa para outra, ela conhece pessoas de todos os tipos e com diferentes estilos de vida, mas é sua imaginação que a mantém viva e alimenta seus ardentes encontros com os mais diversos amantes.

Com a América do Sul à beira de um colapso político, o destino de Eva acaba se entrelaçando ao de guerrilheiros e revolucionários e a leva ao encontro de sua verdadeira alma gêmea, o único homem capaz de envolvê-la de forma que nem mesmo em suas histórias ela conseguiu imaginar.

Ricos, pobres, humildes e sofisticados se juntam neste romance repleto de urgência, drama, comédia, história, batalhas, paixões, rebeliões e reencontros. Por meio de alguns dos melhores personagens que Isabel Allende já criou, Eva Luna celebra o poder da imaginação para criar um mundo melhor.
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Obra clássica, Eva Luna foi o quarto romance publicado por Isabel Allende, em 1987. Antes dele vieram A casa dos espíritos (1982), A lagoa azul (1983) e De amor e de sombra (1984).

Acreditei que aquela página me esperava por vinte e tantos anos, que eu vivera apenas para aquele instante, e desejei que a partir daquele momento meu único ofício fosse o de captar as histórias suspensas no ar mais sutil, para torná-las minhas (p. 240).

Fazia um tempo que eu queria conhecer esse livro. Além de ser um dos mais famosos da autora, vi Rory Gilmore, uma das protagonistas da série Gilmore Girls e leitora compulsiva, comentar que prefere Eva Luna ao romance A casa dos espíritos (o que prova que a indicação de livros por personagens de séries e filmes pode incentivar a leitura).

Terei, no entanto, que discordar de Rory. Na minha opinião, Eva Luna não supera o livro de estreia de Isabel Allende.

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13 de julho de 2021

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[Resenha] Muito além do inverno

Por Isabel Allende

  • Título Original: Más allá del invierno
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Bertrand Brasil
  • Ano de Publicação: 2019
  • Número de Páginas: 294
Sinopse: Autora do aclamado best-seller A casa dos espíritos, Isabel Allende nos traz uma de suas histórias mais pessoais em Muito além do inverno que se transforma no catalisador de uma inesperada e tocante história de amor entre duas pessoas que acreditavam estar no inverno de suas vidas. Em meio a uma nevasca no Brooklyn, Richard Bowmaster, um professor universitário de 60 anos, bate na traseira do carro de Evelyn Ortega, uma jovem imigrante ilegal da Guatemala. O que a princípio parecia apenas um pequeno incidente toma um rumo imprevisto e muito mais sério quando Evelyn aparece na casa do professor em busca de ajuda. Confuso com a situação e sem entender o espanhol falado pela jovem, ele pede ajuda a sua inquilina, Lucía Maraz, uma chilena de 62 anos, que está passando uma temporada nos Estados Unidos como palestrante na mesma universidade em que Richard leciona. Juntas, essas pessoas tão diferentes embarcam em uma dramática e incrível aventura [...] (Fonte: Amazon).
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Demorei algumas páginas até engatar na leitura de Muito além do inverno, eu confesso, mas Isabel Allende não decepcionou. Em algum ponto, não me lembro exatamente qual, fui conquistada por essa obra, que, embora também aborde o tema da ditadura militar, um dos assuntos de A casa dos espíritos, é tão diferente daquele romance de estreia da autora.

O espelho, como as fotografias, era um inimigo inclemente, porque a mostrava imóvel, com seus defeitos expostos sem atenuantes. [Lucía] acreditava que seu atrativo, se houvesse, estava no movimento (p. 15).

Nesse livro, acompanhamos inicialmente Lucía Maraz, um chilena de 62 anos, e o americano Richard Bowmaster, de 60 anos. Lucía está passando um tempo em Nova Iorque como palestrante na universidade e se hospeda em um quarto no porão do apartamento de Richard, no Brooklyn. Sua relação é um tanto fria e distante (mais por culpa de Richard). Isso até que, em meio a uma nevasca inesperada, Richard se envolve em um acidente de trânsito, trazendo para a sua vida (e para a de Lucía, por tabela) uma jovem imigrante ilegal da Guatemala chamada Evelyn Ortega.

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26 de janeiro de 2021

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Plano de leitura para 2021

No início de 2020, fiz um plano de leitura modesto, com apenas cinco livros, de diferentes escritoras, contando que ia ampliá-lo no decorrer do ano.

Isso aconteceu. Conheci, comprei e ganhei novos livros e me enveredei no mundo dos e-books. Conclusão: acabei não cumprindo minha lista toda. Deixei Memórias de uma moça bem-comportada, de Simone de Beauvoir, para 2021, e abandonei (pelo menos por enquanto) Destino: La Templanza, de María Dueñas. Os outros três entraram para o rol de livros mais marcantes do ano.

Iniciando 2021, pensei se faria ou não uma lista de leitura. Decidi fazer. Acredito que o planejamento, seja em que atividade for, nos ajuda na organização. Pode ser que eu não cumpra o plano. Pode ser que o altere até o fim do ano. Pode ser que outros livros apareçam no caminho. E tudo bem.

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09 de maio de 2020

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Mães (reais) da ficção

Quatro diferentes mães que encontramos nos livros

Existe uma frase que nunca entendi muito bem: “mãe só tem uma”. Porque cada um de nós tem uma única mãe biológica, mas pode haver pessoas que tenham mais de uma mãe. Há ainda mães diversas pelo mundo afora, mães de todas as cores, de todos os jeitos, de todas as idades.

Também não me agrada a comparação das mães com super-heroínas. As mães erram, sofrem, amam e são, da mesma forma, capazes de odiar ou de não sentir amor; têm necessidades, desejos e sonhos além da maternidade; podem não estar preparadas para ser mães; e nem sempre serão hábeis em resolver os problemas dos filhos. Em resumo, as mães são apenas mulheres.

Como a ficção imita a vida real, não há melhor lugar para percebermos essas diferentes maternidades do que em uma boa história. Por essa razão, falo aqui de quatro mães que foram criadas por quatro diferentes escritoras, embora possam se parecer com mães reais.

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