"4" Post(s) arquivados na Tag: feminismo

11 de maio de 2021

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Padecer no paraíso

Por Eriane Dantas

Ser mãe é padecer no paraíso — dizem as mães com sorrisos nos lábios.

Acho esse ditado um tanto infeliz, além de ineficaz quando se trata de atrair novas candidatas à maternidade. Aliás, nunca compreendi a necessidade que têm as mães de ver todas mulheres do mundo vivendo essa experiência. Se uma mulher confessar, diante de um grupo de mães, que não planeja ter filhos, vai escutar de 95% delas a seguinte resposta: “Ah, mas você tem que ter pelo menos um”. Pode testar!

Quando eu ouvia esse tipo de afirmação, revirava os olhos em pensamento. Primeiramente, porque qualquer frase que comece com “você tem que” não pode terminar bem. Em segundo lugar, se nem eu tenho certeza sobre as melhores escolhas para mim (eu, que vivo em mim há décadas), como outra pessoa terá?

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18 de março de 2021

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Personagens femininas unidas

Quem já não viu livros, filmes e séries repletos de mulheres rivalizando, disputando poder e (em especial) homens? Eu já vi. Quando me deparo com mulheres na ficção fazendo o contrário, até me surpreendo.

Mas a ficção imita a vida. Diz-se por aí que as mulheres não confiam umas nas outras e são competitivas entre si (enquanto os homens seriam protetores uns dos outros). Talvez essa afirmação não seja de todo mentirosa. Acontece que, por mais que sejamos criadas para nos odiar, é entre as nossas iguais (ou parecidas) que podemos encontrar as nossas maiores aliadas.

Tenho experimentado isso nos últimos anos. Estou (ou estive) rodeada de mulheres que se admiram, se apoiam, se protegem, se impulsionam a ser melhores: Aline, Ana, Andréa, Brisa, Claudinha, Eliete, Sâmella… Com essas mulheres, conheci outros jeitos de ser e de pensar. Foi com elas que pude contar nos momentos mais desafiadores. Aprendi e cresci tanto no convívio com elas que comecei a descobrir o meu próprio lugar no mundo.

Em homenagem a essas mulheres, fui buscar nos livros exemplos de personagens femininas que encontram afeto, compreensão e parceria em outras mulheres.

Atenção! Os relatos abaixo contêm detalhes das histórias. Só prossiga se tiver lido as obras ou se não tiver problema com spoilers.

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09 de março de 2021

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[Resenha] Grandes mulheres que mudaram o mundo

Por Kate Pankhurst

  • Título Original: Fantastically great women who changed the world
  • Gênero do Livro: Informativo
  • Editora: VR
  • Ano de Publicação: 2018
  • Número de Páginas: 32
Sinopse: Seja qual for o seu sonho: persiga-o. Desde a primeira infância é importante despertar na criança a sensação de segurança, de modo que ela possa acreditar em si mesma e em seus sonhos, e que verdadeiramente eles são possíveis e alcançáveis. Grandes mulheres que mudaram o mundo não é um livro só para meninas, é uma introdução perfeita ao universo dessas incríveis heroínas, que seguiram seus talentos e seus sonhos e ajudaram a moldar o mundo em que vivemos; além de ser uma poderosa ferramenta para pais e educadores, que mostra aos pequenos leitores como se tornarem protagonistas de sua própria história. Cada uma dessas mulheres é fonte de inspiração para diferentes áreas do conhecimento e da vida. Aproveite essas histórias e descubra o que você também pode fazer para mudar o mundo.
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Como você vai mudar o mundo?

Escrito e ilustrado por Kate Pankhurst, descendente de uma das mulheres homenageadas, Grandes mulheres que mudaram o mundo é um livro informativo que apresenta treze mulheres que se destacaram em áreas diversas.

Algumas das mulheres eram minhas conhecidas, ao menos de modo superficial: Jane Austen, Frida Khalo, Marie Curie, Chiquinha Gonzaga, Rosa Parks, Anne Frank. Sobre outras foi a primeira vez que li: Gertrude Ederle, Mary Anning, Mary Seacole, Amelia Earhart, Agente Fifi, Sacagawea, Emmeline Pankhurst.

Como elas se tornaram incrivelmente fantásticas e maravilhosas?! As mulheres deste livro não tinham a intenção de serem ‘incríveis’. Elas fizeram coisas extraordinárias simplesmente ouvindo seu coração, seguindo seus sonhos e aprimorando seus talentos. […]

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04 de março de 2021

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As mulheres e a escrita

Porque é um enigma perene a razão pela qual nenhuma mulher jamais escreveu qualquer palavra de uma literatura extraordinária quando todo homem, ao que parece, é capaz de uma canção ou de um soneto (Woolf, 2014, p. 63).

O excerto que escolhi para iniciar este texto é parte do livro Um teto todo seu, um ensaio originado de duas palestras que Virginia Woolf concedeu em 1920, em duas faculdades inglesas exclusivas para mulheres. Nelas a autora discute as desigualdades sociais entre mulheres e homens e seu impacto sobre as possibilidades de mulheres se entregarem à atividade de escrita.

Virginia Woolf observa que os homens (mesmo aqueles sem qualificação) escreviam a respeito de mulheres. Já as mulheres que escreviam não falavam sobre os homens, e quase não se encontravam obras escritas por elas.

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