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07 de abril de 2020

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A escrita em tempos de quarentena

Por Eriane Dantas

Em uma matéria da Folha de São Paulo do dia 3 de abril de 2020, especialistas em literatura afirmam que dificilmente este período de isolamento social renderá obras literárias clássicas, ao contrário do que houve em outras épocas. Isso porque vivemos um momento em que borbulham estímulos.

Recebemos a todo instante notificações de notícias ou de produtos que podem nos interessar. Acessamos o Facebook, o Instagram e o Twitter. Trocamos mensagens, fotos e vídeos pelo WhatsApp. Assistimos aos vídeos mais recentes do YouTube. Por fim, navegamos pelos títulos da Netflix e, se sobrar tempo, emendamos episódios de uma série.

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14 de março de 2020

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O processo V

Revisar, revisar, revisar

Todo escritor convive com um terror permanente: o do erro de revisão. O revisor é a pessoa mais importante na vida de quem escreve. Ele tem o poder de vida ou de morte profissional sobre o autor. A inclusão ou omissão de uma letra ou vírgula no que sai impresso pode decidir se o autor vai ser entendido ou não, admirado ou ridicularizado, consagrado ou processado (Veríssimo, 1995).

Como eu disse aqui antes, um texto literário parece nunca estar pronto. Mesmo quando julgamos terminada a produção do texto, podemos encontrar aspectos a serem melhorados.

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02 de novembro de 2019

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O processo IV

Pesquisar

[…] o verdadeiro desafio que a página em branco impõe ao escritor não é apenas o de preenchê-la e, por assim dizer, de vencê-la, mas o de fazê-la uma página nova (Bettega, 2012, p. 11-12).

Antes de produzir um texto acadêmico, o autor é obrigado a fazer uma pesquisa sobre o tema a ser tratado. Na escrita de textos literários, não há essa exigência, mas é comum os escritores pesquisarem informações para embasarem seu trabalho.

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27 de agosto de 2019

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O processo III

Planejar o que escrever

Qual o sonho? Escrever algo bom, que fosse melhor do que eu sou, e que justificasse minhas tribulações e indiscrições. Oferecer prova, por meio de palavras reordenadas, de que Deus existe (Smith, 2018).

Todo mundo já deve ter visto, em filmes ou séries, um escritor ou uma escritora planejando os menores detalhes de seu livro antes de começar a escrevê-lo e até enchendo a parede de casa com papéis coloridos indicando cada parte do projeto. Certa vez, ouvi uma escritora real dizer que gasta meses nesse planejamento e só inicia a criação do livro, de fato, quando todos os capítulos estão programados.

Gostaria de ser assim: de me dedicar a um planejamento sem pressa e colocar a história no papel apenas depois de estruturá-la de forma minuciosa. A verdade é que não sou tão paciente, como já escrevi aqui outra vez. Isso não quer dizer, porém, que eu não planeje.

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