12 de julho de 2022

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[Resenha] O terraço e a caverna

Por Maurício Limeira

  • Título Original: O terraço e a caverna
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: FCP
  • Ano de Publicação: 2016
  • Número de Páginas: 274
Sinopse: Quinha tem onze anos. Mora com os pais, o irmão e o avô numa cobertura na zona sul do Rio de Janeiro.

Paco tem doze. Mora com o pai, os tios e a avó, num buraco abandonado do metrô carioca depois que o tráfico os expulsou da comunidade em que viviam.

Ele é cadeirante. Ela sofre da Síndrome das Pessoas Inexistentes, vivendo solitária num universo muito particular, onde gatos falam, voam e são terrivelmente ardilosos.

As probabilidades de Quinha e Paco se conhecerem são mínimas.

Mas isto não é empecilho para o destino.
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Duas crianças da mesma faixa etária experimentam realidades opostas na cidade do Rio de Janeiro. Uma vive no terraço e a outra, na caverna e, por motivos diferentes, ambas se afastaram do convívio social. Podem então seus caminhos se cruzar?

Esse é o mote de O terraço e a caverna, segundo romance do escritor carioca Maurício Limeira, um dos vencedores do Prêmio Literário Dalcídio Jurandir 2015, da Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP).

De classe alta, Quinha reside numa cobertura em um bairro nobre da capital fluminense. Apesar de dividir o espaço com os pais, o avô e o irmão e receber cuidados desses entes dedicados, ela não sente a presença da família, não sabe sequer que ela existe. A Síndrome das Pessoas Inexistentes, que se desenvolveu depois de um episódio traumático, cria na menina a impressão de ser a última humana na Terra. Por isso, seu único relacionamento é com um gato chamado Moisés, que aparece e desaparece à medida que seu estado de saúde fica mais ou menos crítico.

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29 de junho de 2022

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Mais um ano de histórias em mim

Por Eriane Dantas

Quatro anos atrás, nesta data, entrava no ar o blog Histórias em mim, este espaço no qual expresso as histórias do mundo que conheço nos livros e as histórias que saem da minha imaginação.

No início de 2018, andava desconfiada da minha escrita, esta atividade que me segue desde a infância, esta habilidade que (quase) sempre foi uma certeza, mesmo quando não era. Vivia num dilema que ainda me pega vez ou outra: desejava publicar os meus textos; ao mesmo tempo, receava que outras pessoas os conhecessem.

Foi então que uma sugestão chegou até mim: “Por que você não cria um blog literário?”.

À primeira vista, essa pareceu uma ideia sem sentido. Eu não acompanhava blogs, nunca tinha imaginado me tornar uma blogueira, não sabia sequer como criar e manter uma página na internet. Sem falar que, com o excesso de informações e redes sociais, o fracasso seria o resultado mais provável para um blog no final dos anos 2010.

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14 de junho de 2022

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Cadê o amor?

Por Eriane Dantas

Arrepiam-me
a apatia
a conivência com a barbárie
a comemoração da dor
do outro
Por que não incomoda
se o outro
passa fome
padece
tem a vida ceifada?
Por que o próximo 
sempre merece
os males 
mesmo causados 
por terceiros?
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24 de maio de 2022

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Ontem eu sonhei com o Saramago

Por Eriane Dantas

Ontem eu sonhei com o Saramago. José Saramago. O escritor português conhecido pelos longos parágrafos e pelo uso não convencional das vírgulas.

Não me lembro do seu rosto ou da nossa interação (ou se alguma ocorreu). Só sei que era ele ali, marcando presença na minha mente durante o sono.

Ele apareceu em meu sonho sem mais nem menos. Faz semanas que iniciei e interrompi a leitura de o Memorial do Convento (fui até a metade do livro). Vou retomá-la mais adiante.

Falando assim, dou a impressão de que me refiro a um conhecido, um familiar, um amigo. A verdade é que me sinto íntima do Saramago quando visito suas obras.

Para além de seu estilo único de escrita, admiro seu modo de narrar, sua ironia, a crítica política e social sempre presente em seus textos. Toda vez que leio um livro do autor, acabo acreditando que posso saramaguear, que sou capaz de criar uma obra significativa; começo a ter ideias e vontade de ousar.

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