"8" Post(s) encontrado(s) na categoria: Destaques

09 de julho de 2018

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[Resenha] Frankenstein

Por Mary Shelley

Foi um deleite descobrir que um som agradável, o qual era frequente chegar-me aos ouvidos, saía da garganta de pequenos animais alados que não raro bloqueavam a luz de meus olhos (p. 190). Este clássico está completando duzentos anos em 2018. Foi adaptado tantas vezes para o teatro, o cinema, a televisão e os quadrinhos que nossa impressão da história, incluindo a ideia que fazemos sobre quem é de fato o Frankenstein, pode ser um pouco diferente do enredo original. Este é um exemplo de livro que resistiu ao tempo e é capaz de surpreender, mesmo dois séculos depois. Foi o livro discutido no meu primeiro encontro do Leia Mulheres Brasília. Por isso, não poderia faltar aqui. Quem não conhece o monstro assustador com parafusos no pescoço? Essa é a primeira imagem que vem à minha mente quando penso no Frankenstein. Por isso e por meu desinteresse por histórias de […]

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05 de julho de 2018

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[Resenha] Deslumbres e assombros

Por Lucas M. Carvalho

Costuma-se dizer que, para enxergar as coisas mais belas, é necessário um esforço fatigante, mesmo que elas estejam diante de nosso nariz (p. 73). Hoje quero falar de um livro destinado a crianças e jovens — e por que não a adultos? Preciso confessar que gosto cada vez mais de apreciar trabalhos como este, com um valor estético por vezes negligenciado nas obras para crianças e jovens, devido à desvalorização da literatura para esse público. Terceiro livro de Lucas M. Carvalho, Deslumbres e assombros foi o vencedor do 12° Prêmio Barco a Vapor, em 2016. O primeiro livro do autor, O espetáculo de Grimnlaud (2009), foi publicado quando ele tinha apenas dezesseis anos. Em seguida, Lucas M. Carvalho publicou Abaixo das nuvens (2012).

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05 de julho de 2018

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O processo I

Controlar a ansiedade

Meu coração na caneta, meus desejos num papel (Vander Lee). Antes de mostrar aqui minhas histórias, quero falar do que escrevo (meus gêneros e público preferidos) e de como escrevo (como é meu desordenado processo de criação). Como confessei anteriormente, ao escrever meu primeiro livro, não usei de técnicas, apenas fui registrando o que minha imaginação me sussurrava. Escrevi com muita paixão, com muito impulso, mas com quase nenhuma consciência do processo.

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03 de julho de 2018

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[Resenha] Comunhão: a busca feminina por amor

Por bell hooks

Outra dádiva que as mulheres oferecem àquelas que ainda não descobriram os prazeres da sabedoria é a noção de que é melhor conhecer a alegria de dançar em um círculo de amor que dançar sozinha (p. 243-244, tradução minha). Hoje trago um livro de não ficção escrito por uma mulher que fala de amor, mas também de empoderamento feminino. Esta resenha é uma homenagem a minha amiga Ana, em agradecimento por ter me apresentado bell hooks e o livro de que falarei aqui. Este é o terceiro livro da trilogia de bell hooks sobre o amor, composta também por All About Love: New Visions e Salvation: Black People and Love, e infelizmente nenhum dos três foi traduzido para a língua portuguesa. O único livro da autora que pode ser lido em português intitula-se Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade.

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03 de julho de 2018

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Confissão

Convém notar que por vezes é ilusória a declaração de um criador a respeito da sua própria criação. Ele pode pensar que copiou quando inventou; que exprimiu a si mesmo, quando se deformou; ou que se deformou, quando se confessou. A afirmação que introduz esta postagem (de Antonio Candido, 2007) faz todo sentido para mim. Nem sempre temos consciência do quanto transparecemos quando escrevemos ficção, talvez porque criar histórias seja como uma terapia e, ao expressar nossas emoções, deixamos escapar até o que não queríamos confessar ou aquilo que nem sabíamos que sentíamos. Quem sabe o livro seja o retrato da alma de sua autora ou de seu autor?

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02 de julho de 2018

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20° Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Nesse final de semana, Eliete e eu estivemos no 20° Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, organizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), que começou em 27 de junho e vai até 5 de julho de 2018, no Rio de Janeiro. O evento foi mais uma oportunidade de estar em contato com autores e leitores, com pessoas envolvidas na promoção da leitura. Bastava dar alguns passos para encontrar escritores e ilustradores, para vê-los falando sobre a produção de determinada obra, lendo um livro ou fazendo um desenho ao vivo.

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29 de junho de 2018

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Minhas leituras

Quem leu sobre mim ou me escutou dizer sabe que nem sempre li muito, mas hoje ouço as pessoas próximas comentarem que sou uma leitora ávida (e, só aqui entre nós, meu esposo tem uma ponta de inveja da rapidez com que termino um livro). Acredito que não leio tanto quanto outras blogueiras por aí, pois, embora maximize meu tempo (como minha amiga Eliete sempre diz) para conciliar o trabalho com as leituras, a escrita, as séries e os penduricalhos que crio pelo caminho (como se não fosse o caso dela também), o tempo não dura tanto tempo; o tempo corre de mim e não deixa nem rastro para que eu possa acompanhá-lo. Por isso, tenho consciência de que jamais encerrarei minha lista de desejos, mas ela não deve ser encerrada mesmo.

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29 de junho de 2018

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Para começar

Em uma das minhas histórias (não publicada e conhecida apenas por minha mãe e minha amiga Sâmella), a personagem principal cria um blog sobre relações amorosas destinado a meninas de sua idade. E fica tão absorvida pela atividade que o blog se torna uma compulsão, sendo necessários alguns empurrões para devolvê-la à vida real. Quando a criação do blog por essa protagonista me veio à mente, não me imaginava criando uma página também. Mas cá estou eu escrevendo minha primeira postagem em um blog todo meu. Dizem alguns que a ficção é imitação, fingimento da realidade. No meu caso, a vida resolveu imitar a ficção.

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