22 de agosto de 2020

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O processo VII

Publicar o livro (parte 2)

Recordo-me de escrever desde criança, quando enchia cadernos com histórias geralmente dramáticas. Houve, entretanto, um longo período em que me afastei dessa atividade (não saberia explicar o motivo). Mantive a escrita apenas nos momentos obrigatórios (trabalhos da escola, da faculdade ou da ocupação remunerada).

Por volta do ano de 2013, redescobri o gosto pela escrita. Dessa redescoberta, surgiu o livro Não sou mais criança, publicado no ano seguinte. De lá para cá, tenho estudado, lido e experimentado mais (e o blog contribuiu nesse processo). Venho aprendendo e aprimorando minha forma de escrever e até passei a me identificar (e me apresentar) como escritora.

Durante esse tempo, conheci distintas histórias de escritores e escritoras sobre seu ingresso no mercado editorial. Algumas delas fazem até parecer que tudo é fácil demais. Tentei usar suas estratégias, mas até o momento nada do que serviu para eles e elas serviu para mim.

Ao longo desses cerca de sete anos, venho colecionando um bom número de nãos. Ou, pior, não recebi resposta na maioria das vezes em que busquei contato com editoras, agentes e críticos literários.

Essas negativas ou esse silêncio inevitavelmente pesam sobre a minha confiança. Não é incomum que eu me questione se estou no caminho certo e se devo continuar indo por ele. Mesmo assim, embora as dúvidas nunca me abandonem por completo, continuo tentando, continuo buscando minhas próprias rotas. Porque posso afirmar: sou persistente e determinada.

Foi assim que encontrei uma editora (a Editora InVerso) que gostou de um dos meus trabalhos e topou investir nele. E trata-se da mesma proposta que, meses antes, alguém recusou por conter “romance de menina”, como contei em outro texto do blog, no qual falo sobre a dificuldade de publicação de livros e as possíveis razões para a rejeição dos originais enviados para análise de editoras.

Meu novo livro, intitulado Um ipê de cada cor, será lançado daqui a uma semana. E me alegro em dar essa notícia aqui. Isso porque a publicação dessa obra representa o primeiro fruto do trabalho empenhado que venho realizando nos últimos anos (quase como uma segunda profissão). Mas há outras explicações: guardo um grande carinho pela história, que tem como cenário o lugar onde vivo, minha cidade adotiva. Ela toca também em um ponto da minha vida que eu nem poderia prever enquanto a escrevia.

Por isso, convido todo mundo a me acompanhar no lançamento no dia 29 de agosto de 2020, a conhecer o livro e a viver comigo essa conquista.

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