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25 de julho de 2018

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O processo II

Ler mais para escrever melhor

Este é o poder decisivo de uma obra singular: o chamado à ação. E eu, repetidamente, sou tomada por uma arrogância orgulhosa que me leva a acreditar que posso atender a esse chamado (Smith, 2018).

Em abril de 2017, participei do curso Literatura infantil: o livro, o mercado e o escritor, com Tino Freitas, que me mostrou coisas das quais eu não tinha me tocado antes. A principal delas é a leitura do mercado. É o princípio básico de todo escritor, ensinado desde cedo em toda escola do país: ler mais para escrever melhor. Mas há outros elementos aí: ler para conhecer os temas abordados nas publicações contemporâneas e o estilo de quem escreve.

O mais relevante foi ouvir que precisamos ler livros infantis e juvenis para escrever livros infantis e juvenis. Essa é uma afirmação lógica? Definitivamente. Porém até aquele momento eu não tinha feito uma autoavaliação, não tinha percebido que não era a maior leitora da literatura voltada para aquele público, embora pretendesse escrever para ele. Minhas leituras de livros para crianças e jovens se resumiam àquelas da escola, do tempo em que atuei como professora. Então, foi como se Tino Freitas tivesse me sacudido e me despertado para o que deveria ser o primeiro passo do meu processo de escrita.

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16 de julho de 2018

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Selma

Por Eriane Dantas

Um ruído irritante, como se alguém desse a partida em um carro velho, tomou conta do quarto e a cada segundo se tornou mais e mais alto. Não ouvia mais o tique-taque do relógio de parede nem o latido do cão do vizinho. E eram duas horas da manhã. Àquela altura, já tinha rezado uma novena em favor dos meus parentes, principalmente do meu marido barulhento.

Conferi as horas novamente: passava das três. Se eu pegasse no sono naquele momento, dormiria por pouco menos de quatro horas. Da forma como meus olhos estavam, despertos como se eu tivesse tomado uma garrafa de café, sabia que passaria outra noite em claro. A solução foi encontrar algo para matar o tempo e chamar o sono.

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13 de julho de 2018

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Uma mulher que só queria esquecer

Por Eriane Dantas

Sabrina se alegrou por ser uma das primeiras ali, pois não queria mesmo encontrar alguém. Assim, poderia cumprir o plano de tomar alguns drinques sem companhia e voltar para casa tão bêbada que não pensaria em sua situação.

Quem já não passou por uma situação que gostaria de apagar da memória de uma vez: uma desilusão, um fracasso, uma perda? Em momentos como esses desejamos encontrar um remédio que neutralize a dor e nos permita seguir vivendo como se nada em nossa vida tivesse se alterado. Esse é o caso de Sabrina, uma mulher que só quer esquecer. Ela pretende permanecer em sua existência solitária. Foge das conversas com a família e com os colegas do trabalho. Seu único desejo é tomar uma bebida forte que a faça perder os sentidos ao menos por alguns instantes.

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05 de julho de 2018

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O processo I

Controlar a ansiedade

Meu coração na caneta, meus desejos num papel (Vander Lee).

Antes de mostrar aqui minhas histórias, quero falar do que escrevo (meus gêneros e público preferidos) e de como escrevo (como é meu desordenado processo de criação).

Como confessei anteriormente, ao escrever meu primeiro livro, não usei de técnicas, apenas fui registrando o que minha imaginação me sussurrava. Escrevi com muita paixão, com muito impulso, mas com quase nenhuma consciência do processo.

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