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10 de março de 2020

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[Resenha] Eu sei por que o pássaro canta na gaiola

Por Maya Angelou

  • Título Original: I Know Why the Caged Bird Sings
  • Gênero do Livro: Biografia
  • Editora: Astral Cultural
  • Ano de Publicação: 2018
  • Número de Páginas: 336
Sinopse: RACISMO. ABUSO. LIBERTAÇÃO. A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por essas três palavras. A garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras. Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. As lembranças dolorosas e as descobertas de Angelou estão contidas e eternizadas nas páginas desta obra densa e necessária, dando voz aos jovens que um dia foram, assim como ela, fadados a uma vida dura e cheia de preconceitos. Com uma escrita poética e poderosa, a obra toca, emociona e transforma profundamente o espírito e o pensamento de quem a lê.
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Li Eu sei por que o pássaro canta na gaiola quase todo dentro de um ônibus, indo ou voltando do trabalho. Ao final, Djamila Ribeiro me advertiu no posfácio que esse é um livro para ser apreciado “em doses, não é algo que se lê de uma vez” (p. 331). Ela tem razão, mas era tarde. Não consegui ler a obra devagar, apesar de sua densidade, e concluí a leitura em poucos dias, pois queria saber o que mais teria acontecido na vida de Marguerite Ann Johnson.

Então ele ficou quieto, e aí veio a parte boa. Ele me abraçou com tanto carinho que desejei que nunca me soltasse. Eu me senti em casa. Pelo jeito como ele estava me abraçando, soube que nunca me soltaria nem deixaria nada de ruim acontecer comigo. […] (p. 94).

A cada parágrafo que eu lia, sentia como se pudesse ver Marguerite em minha frente, falando ou vivendo a cena narrada, como se fôssemos amigas, e eu, sua confidente.

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03 de março de 2020

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Cartas para Marilu (n° 10)

Terça-feira, 9 de julho de 1985.


Minha filha querida,


Como mencionei na última carta, quando saí de casa, encontrei emprego num hotel. Você passou na frente dele muitas vezes, com certeza. Eu já havia passado também, mas nunca tinha entrado sequer até a recepção. Por isso, não poderia adivinhar que, após aquela pequena porta, escondiam-se tantos quartos, salas, saguões, varandas, banheiros e um restaurante e que tantas pessoas se hospedavam ali dia após dia.

Mesmo com toda essa extensão, o hotel tinha tão poucos funcionários que eu me dividia para realizar o trabalho de pelo menos três pessoas. Eu, porém, não reclamava. Era esse emprego que me mantinha. Não só porque o salário provia os meios materiais para minha sobrevivência, mas porque o cansaço do corpo me impedia de pensar.

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21 de janeiro de 2020

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[Resenha] A pergunta mais importante

  • Título Original: A pergunta mais importante
  • Gênero do Livro: Conto
  • Editora: Humanidades
  • Ano de Publicação: 2014
  • Número de Páginas: 32
Sinopse: O livro conta a história de Rosa, que sonha em ganhar uma bicicleta e, quando ganha, se depara com o desafio de aprender a guiá-la. Com a ajuda do pai, em um embate envolvendo paciência e determinação, a menina aprende sobre a importância da perseverança e da superação.

Hoje trago A pergunta mais importante, um livro para crianças que conheci no final de 2019, embora tenha sido publicado anos antes.

Todo aniversário Rosa pedia uma bicicleta de presente, e todo aniversário ganhava outra coisa (p. 4).

Escrito por Paula Piano Simões e ilustrado por Flávia Bomfim, A pergunta mais importante é uma bela história sobre aprendizagem e persistência, uma história baseada em fatos reais.

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08 de janeiro de 2020

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Mudança

Por Eriane Dantas

Uma mãe e as duas filhas iam se mudar de Teresina, no Piauí, para Brasília. Lá encontrariam o homem que era marido de uma e pai das outras duas. Ele já morava na Capital Federal e agora mandava buscar a família. Não dava mais para ficar longe das três mulheres, tampouco dava para o casal sustentar as despesas em duas cidades.

O marido e a mulher então juntaram o dinheiro para a mudança. Seria mais econômico levar embora os móveis em vez de comprar tudo de novo. Sabe-se lá quanto custaria comprar geladeira, fogão, sofá e camas novas, ainda mais numa cidade em que se dizia que para comprar qualquer coisa era necessário vender o que já se possuía.

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