"4" Post(s) arquivados na Tag: histórias do mundo

23 de julho de 2019

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[Resenha] O matador

Por Wander Piroli

  • Título Original: O matador
  • Gênero do Livro: Conto
  • Editora: Cosac Naify
  • Ano de Publicação: 2014
  • Número de Páginas: 32
Sinopse: Em 'O matador', o leitor é transportado a uma cidadezinha onde a diversão dos meninos é matar pardais com seus bodoques. O protagonista desta história, porém, é muito ruim de pontaria. Os colegas debocham. Até que um dia, um pardal destemido aparece sobre o muro do quintal. E esse encontro violenta, mais do que o pardal, o próprio caráter do garoto. Nas ilustrações de Odilon Moraes, a leveza das pinceladas em tons de verde só é cortada pela mancha vermelha deixada pelo pássaro no muro, mas não só nele. Odilon se vale da sombra do garoto para mostrar como aquele episódio o marcou profundamente.
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Naquele tempo havia muitos quintais e lotes vagos. E era tudo arborizado, tanto em nossa rua como em todo o bairro (p. 2-3).

Esse foi o primeiro livro que li para o Joaquim, quando ele ainda era parte de mim. Não sei se ele escutou minha voz ao ler a história. Só sei que me emocionei ao lê-la tanto pelas circunstâncias da leitura, quanto pela história em si (e não era a primeira vez que eu lia o livro para mim mesma).

Publicado pela primeira vez em 2008, dois anos após a morte do autor, O matador foi ilustrado por Odilon Moraes, que usou desenhos que, à primeira vista, parecem simples, sem cor. Mas, quando se conhece a história, percebe-se a intenção do ilustrador. As imagens, em tons esverdeados, ganham cor forte apenas em dois momentos, avivando o sentimento que nos causam as palavras inscritas naquelas páginas.

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09 de janeiro de 2019

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[Resenha] Finuras

Por Ana Luiza Barreto

  • Título Original: Finuras
  • Gênero do Livro: Poesia
  • Editora: Birrumba
  • Ano de Publicação: 2018
  • Número de Páginas: 96
Sinopse: Finuras é um livro escrito em versos. Poesia do cotidiano, das coisas cotidianas que fazem o coração da autora disparar. Finuras porque a gente cansa da secura do mundo, da aspereza que arranha nossa alma, a gente necessita candura, o doce que a vida sempre pode nos dar.

Ainda que a gente tente escapar, não há conserto
A poesia nos habita, é nossa natureza (trecho de “Minha natureza”, p. 28).

Para começar o ano por aqui, um lindo trabalho lançado no final do ano passado, uma novidade que veio contrastar com os acontecimentos tenebrosos do último trimestre de 2018.

Este é o primeiro livro de Ana Luiza Barreto, uma poeta baiana que tenho orgulho de apresentar como minha amiga e companheira de trabalho, de vida, de sonhos; que sabe combinar tão bem as palavras que consegue emocionar até mesmo com uma mensagem de celular.

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19 de dezembro de 2018

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[Resenha] As doze tribos de Hattie

Por Ayana Mathis

  • Título Original: The Twelve Tribes of Hattie
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Intrínseca
  • Ano de Publicação: 2014
  • Número de Páginas: 224
Sinopse: Em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto e observa indefesa quando seu casal de gêmeos sucumbe a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual todos anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. Contadas em doze diferentes narrativas, essas vidas formam a história da coragem monumental de uma mãe e da trajetória de uma família. Belo e inquietante, o primeiro romance de Ayana Mathis é assombroso do início ao fim — épico, angustiante, imprevisível, vibrante e cheio de vida. Uma história envolvente e cativante, um retrato marcante de uma luta tenaz diante de adversidades insuperáveis e uma celebração da resiliência do espírito humano. As doze tribos de Hattie é um romance de estreia de rara maturidade.
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E se Hattie não conseguisse amar mais um filho? Talvez tenhamos uma quantidade finita de amor para dar. Nascemos com a nossa porção, e ela se esgota se amamos e não somos amados o suficiente (p. 89).

Esta é a tocante história de uma mãe lutando, de uma forma particular, para conduzir sua numerosa família e superar as adversidades.

Primeiro romance de Ayana Mathis, publicado originalmente nos Estados Unidos, em 2012, As doze tribos de Hattie rapidamente se tornou um best-seller por lá e foi incluído na lista de livros do clube de leitura da Oprah Winfrey.

O livro conta a história de Hattie, seu marido, seus onze filhos (dentre eles, um casal de gêmeos que morrem ainda bebês) e sua neta. Ela, uma mulher que, no início da década de 1920, se casa com um homem que não atende a suas expectativas, vê seus sonhos de uma vida melhor em outra cidade ruírem com o casamento e com a morte de seus primogênitos.

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13 de novembro de 2018

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[Resenha] A valente princesa Valéria

Por João Paulo Vaz

  • Título Original: A valente princesa Valéria
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Cepe
  • Ano de Publicação: 2012
  • Número de Páginas: 48
Sinopse: A velha história do príncipe valente que salva a loura donzela é esquecida nesta obra, totalmente contrária a clichês, que obteve o segundo lugar juvenil no Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil de 2011. O autor homenageou as mulheres com a princesa corajosa, que vence bruxas e dragões e salva o príncipe da pasmaceira em que vivia. O ilustrador Laerte Silvino deu à obra um toque de HQ com humor.
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Ora, uma das coisas que princesas corajosas fazem é salvar príncipes aprisionados (p. 9).

Hoje trago mais um livro juvenil que diverte, mas também toca em assuntos importantes.

Classificado em segundo lugar na categoria juvenil do Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil/2011, organizado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), este foi o quinto livro de João Paulo Vaz (o segundo voltado a crianças e jovens). As ilustrações ficaram a cargo de Laerte Silvino.

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