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11 de fevereiro de 2019

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Apenas uma pequena pausa

Nem todo mundo que me conhece sabe que minha biografia começou a mudar há alguns meses, de uma forma que eu não esperava. Em breve minha família estará maior e provavelmente mais agitada.

O mais incrível é que Joaquim ainda nem chegou, mas já me fez repensar meus hábitos, meus planos e minha forma de ver o mundo. Conseguiu me fazer enxergar em mim mesma aquilo que eu nem sabia que tinha, aquilo que eu nem imaginava que seria capaz de fazer. É como se eu estivesse lendo sobre uma personagem bem diferente de mim.

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25 de julho de 2018

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O processo II

Ler mais para escrever melhor

Este é o poder decisivo de uma obra singular: o chamado à ação. E eu, repetidamente, sou tomada por uma arrogância orgulhosa que me leva a acreditar que posso atender a esse chamado (Smith, 2018).

Em abril de 2017, participei do curso Literatura infantil: o livro, o mercado e o escritor, com Tino Freitas, que me mostrou coisas das quais eu não tinha me tocado antes. A principal delas é a leitura do mercado. É o princípio básico de todo escritor, ensinado desde cedo em toda escola do país: ler mais para escrever melhor. Mas há outros elementos aí: ler para conhecer os temas abordados nas publicações contemporâneas e o estilo de quem escreve.

O mais relevante foi ouvir que precisamos ler livros infantis e juvenis para escrever livros infantis e juvenis. Essa é uma afirmação lógica? Definitivamente. Porém até aquele momento eu não tinha feito uma autoavaliação, não tinha percebido que não era a maior leitora da literatura voltada para aquele público, embora pretendesse escrever para ele. Minhas leituras de livros para crianças e jovens se resumiam àquelas da escola, do tempo em que atuei como professora. Então, foi como se Tino Freitas tivesse me sacudido e me despertado para o que deveria ser o primeiro passo do meu processo de escrita.

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05 de julho de 2018

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O processo I

Controlar a ansiedade

Meu coração na caneta, meus desejos num papel (Vander Lee).

Antes de mostrar aqui minhas histórias, quero falar do que escrevo (meus gêneros e público preferidos) e de como escrevo (como é meu desordenado processo de criação).

Como confessei anteriormente, ao escrever meu primeiro livro, não usei de técnicas, apenas fui registrando o que minha imaginação me sussurrava. Escrevi com muita paixão, com muito impulso, mas com quase nenhuma consciência do processo.

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03 de julho de 2018

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Confissão

Convém notar que por vezes é ilusória a declaração de um criador a respeito da sua própria criação. Ele pode pensar que copiou quando inventou; que exprimiu a si mesmo, quando se deformou; ou que se deformou, quando se confessou.

A afirmação que introduz esta postagem (de Antonio Candido, 2007) faz todo sentido para mim. Nem sempre temos consciência do quanto transparecemos quando escrevemos ficção, talvez porque criar histórias seja como uma terapia e, ao expressar nossas emoções, deixamos escapar até o que não queríamos confessar ou aquilo que nem sabíamos que sentíamos. Quem sabe o livro seja o retrato da alma de sua autora ou de seu autor?

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