"4" Post(s) arquivados na Tag: criação literária

14 de março de 2020

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O processo V

Revisar, revisar, revisar

Todo escritor convive com um terror permanente: o do erro de revisão. O revisor é a pessoa mais importante na vida de quem escreve. Ele tem o poder de vida ou de morte profissional sobre o autor. A inclusão ou omissão de uma letra ou vírgula no que sai impresso pode decidir se o autor vai ser entendido ou não, admirado ou ridicularizado, consagrado ou processado (Veríssimo, 1995).

Como eu disse aqui antes, um texto literário parece nunca estar pronto. Mesmo quando julgamos terminada a produção do texto, podemos encontrar aspectos a serem melhorados.

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02 de novembro de 2019

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O processo IV

Pesquisar

[…] o verdadeiro desafio que a página em branco impõe ao escritor não é apenas o de preenchê-la e, por assim dizer, de vencê-la, mas o de fazê-la uma página nova (Bettega, 2012, p. 11-12).

Antes de produzir um texto acadêmico, o autor é obrigado a fazer uma pesquisa sobre o tema a ser tratado. Na escrita de textos literários, não há essa exigência, mas é comum os escritores pesquisarem informações para embasarem seu trabalho.

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27 de agosto de 2019

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O processo III

Planejar o que escrever

Qual o sonho? Escrever algo bom, que fosse melhor do que eu sou, e que justificasse minhas tribulações e indiscrições. Oferecer prova, por meio de palavras reordenadas, de que Deus existe (Smith, 2018).

Todo mundo já deve ter visto, em filmes ou séries, um escritor ou uma escritora planejando os menores detalhes de seu livro antes de começar a escrevê-lo e até enchendo a parede de casa com papéis coloridos indicando cada parte do projeto. Certa vez, ouvi uma escritora real dizer que gasta meses nesse planejamento e só inicia a criação do livro, de fato, quando todos os capítulos estão programados.

Gostaria de ser assim: de me dedicar a um planejamento sem pressa e colocar a história no papel apenas depois de estruturá-la de forma minuciosa. A verdade é que não sou tão paciente, como já escrevi aqui outra vez. Isso não quer dizer, porém, que eu não planeje.

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25 de julho de 2018

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O processo II

Ler mais para escrever melhor

Este é o poder decisivo de uma obra singular: o chamado à ação. E eu, repetidamente, sou tomada por uma arrogância orgulhosa que me leva a acreditar que posso atender a esse chamado (Smith, 2018).

Em abril de 2017, participei do curso Literatura infantil: o livro, o mercado e o escritor, com Tino Freitas, que me mostrou coisas das quais eu não tinha me tocado antes. A principal delas é a leitura do mercado. É o princípio básico de todo escritor, ensinado desde cedo em toda escola do país: ler mais para escrever melhor. Mas há outros elementos aí: ler para conhecer os temas abordados nas publicações contemporâneas e o estilo de quem escreve.

O mais relevante foi ouvir que precisamos ler livros infantis e juvenis para escrever livros infantis e juvenis. Essa é uma afirmação lógica? Definitivamente. Porém até aquele momento eu não tinha feito uma autoavaliação, não tinha percebido que não era a maior leitora da literatura voltada para aquele público, embora pretendesse escrever para ele. Minhas leituras de livros para crianças e jovens se resumiam àquelas da escola, do tempo em que atuei como professora. Então, foi como se Tino Freitas tivesse me sacudido e me despertado para o que deveria ser o primeiro passo do meu processo de escrita.

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