"10" Post(s) encontrado(s) na categoria: Destaques

31 de março de 2020

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Escritores de livros para crianças e jovens #2

Ruth Rocha

Uma das mais conhecidas escritoras brasileiras de livros para crianças e jovens, Ruth Rocha nasceu em São Paulo, em 1931, e começou a se apaixonar pela literatura ao ouvir as histórias contadas pela mãe e os contos de fada narrados pelo avô e, mais tarde, ao ler clássicos de Monteiro Lobato. Seu primeiro livro, Palavras, muitas palavras, foi publicado em 1976. De lá para cá, já são mais de duzentas obras publicadas, entre as quais se destaca Marcelo, marmelo, martelo, seu trabalho mais famoso.

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25 de março de 2020

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3 livros infantis para ler online gratuitamente

Ouvi muita gente falando nos últimos dias sobre a dificuldade em entreter as crianças durante a quarentena. Ouvi também pessoas defendendo a leitura como a melhor forma de enfrentar este momento. Para mim, não há discussão quanto a isso. Ler um livro que nos encante e mexa com as nossas emoções é uma das melhores maneiras de passar o tempo (qualquer tempo).

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17 de março de 2020

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Caso de saúde pública

Por Eriane Dantas

A cena que o último final de semana nos proporcionou entrará para a história como uma das mais horrendas dos últimos tempos. Só não foi capaz de surpreender um ser humano sequer, a não ser quem, por acaso, esteve isolado do mundo nos últimos meses. Ainda assim, muita gente deve ter se perguntado: “O que centenas de pessoas faziam aglomeradas nas ruas durante uma pandemia? Elas não temem propagar o vírus?”

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14 de março de 2020

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O processo V

Revisar, revisar, revisar

Todo escritor convive com um terror permanente: o do erro de revisão. O revisor é a pessoa mais importante na vida de quem escreve. Ele tem o poder de vida ou de morte profissional sobre o autor. A inclusão ou omissão de uma letra ou vírgula no que sai impresso pode decidir se o autor vai ser entendido ou não, admirado ou ridicularizado, consagrado ou processado (Veríssimo, 1995). Como eu disse aqui antes, um texto literário parece nunca estar pronto. Mesmo quando julgamos terminada a produção do texto, podemos encontrar aspectos a serem melhorados.

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10 de março de 2020

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[Resenha] Eu sei por que o pássaro canta na gaiola

Por Maya Angelou

Li Eu sei por que o pássaro canta na gaiola quase todo dentro de um ônibus, indo ou voltando do trabalho. Ao final, Djamila Ribeiro me advertiu no posfácio que esse é um livro para ser apreciado “em doses, não é algo que se lê de uma vez” (p. 331). Ela tem razão, mas era tarde. Não consegui ler a obra devagar, apesar de sua densidade, e concluí a leitura em poucos dias, pois queria saber o que mais teria acontecido na vida de Marguerite Ann Johnson. Então ele ficou quieto, e aí veio a parte boa. Ele me abraçou com tanto carinho que desejei que nunca me soltasse. Eu me senti em casa. Pelo jeito como ele estava me abraçando, soube que nunca me soltaria nem deixaria nada de ruim acontecer comigo. […] (p. 94). A cada parágrafo que eu lia, sentia como se pudesse ver Marguerite em minha […]

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07 de março de 2020

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Pela metade

Por Eriane Dantas

Dia 8 de março, anos atrás. Às cinco horas da tarde, entre flores e bombons, mensagens rosadas e abraços, descobri que era uma mulher incompleta. Mas ninguém tinha me avisado. Aliás, durante todo o dia eu havia sido parabenizada por ser mulher. Quase nenhum homem (ou mulher) havia passado por mim sem me aconselhar a ser feliz naquele dia. E nenhum deles teve a ideia de me dizer que me faltava um pedaço, que eu era uma semimulher — metade mulher, metade algo que não sei dizer o que é. Todos me deixaram passar o dia com a impressão de pertencer completamente à categoria feminina.

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03 de março de 2020

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Cartas para Marilu (n° 10)

Terça-feira, 9 de julho de 1985. Minha filha querida, Como mencionei na última carta, quando saí de casa, encontrei emprego num hotel. Você passou na frente dele muitas vezes, com certeza. Eu já havia passado também, mas nunca tinha entrado sequer até a recepção. Por isso, não poderia adivinhar que, após aquela pequena porta, escondiam-se tantos quartos, salas, saguões, varandas, banheiros e um restaurante e que tantas pessoas se hospedavam ali dia após dia. Mesmo com toda essa extensão, o hotel tinha tão poucos funcionários que eu me dividia para realizar o trabalho de pelo menos três pessoas. Eu, porém, não reclamava. Era esse emprego que me mantinha. Não só porque o salário provia os meios materiais para minha sobrevivência, mas porque o cansaço do corpo me impedia de pensar.

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29 de fevereiro de 2020

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[Resenha] Hibisco roxo

Por Chimamanda Ngozi Adichie

Quão grande pode ser a influência de um pai ou uma mãe na forma como uma criança se portará e se relacionará com as outras pessoas? Foi essa a pergunta que me fiz do início ao fim da leitura de Hibisco roxo. Meus primos riram, e Amaka olhou para Jaja e para mim, talvez achando estranho não rirmos também. Eu quis sorrir, mas estávamos passando na frente de casa bem naquele momento, e a visão dos enormes portões negros e dos muros brancos paralisou meus lábios (p. 91). Hibisco roxo é um romance de Chimamanda Ngozi Adichie, que escreveu ainda os romances Meio sol amarelo (2008) e Americanah (2014), a coletânea de contos No seu pescoço (2017) — do qual já falei aqui — e os ensaios Sejamos todos feministas (2015), Para educar crianças feministas (2017) e O perigo de uma história única (2019).

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22 de fevereiro de 2020

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Linhas tortas

Por Eriane Dantas

Meu sonho de criança era ser como minha mãe: uma mala elegante de rodinhas; queria viajar pelo mundo afora e fazer parte de momentos memoráveis. Como efeito colateral, me tornaria famosa, aparecendo em fotos publicadas nas redes sociais. Como sabemos, porém, a vida nem sempre é justa e às vezes vira o rosto para aquele que cedo madruga. O esforço, a base da minha filosofia, não garantiu a realização do meu sonho. Quem disse que podemos ser tudo o que queremos? Faltou sorte e, em vez de seguir a carreira de mamãe, tornei-me uma mochila. Ser mochila não era o objetivo de nenhuma das minhas amigas, e minha família, claro, não ficou feliz com a minha carreira profissional.

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19 de fevereiro de 2020

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O bife à parmegiana

Por Eriane Dantas

Gisele se orgulhava de ser uma funcionária exemplar, mas tinha uma fraqueza e precisou enfrentá-la ao ser escalada para um evento de trabalho em São Paulo na companhia da chefe. No primeiro dia, depois de cumprirem suas tarefas, sobrou-lhes uma tarde livre, que a chefe resolveu aproveitar mostrando a cidade para a subordinada. Pegaram um táxi na porta do hotel, desceram em um trecho da Avenida Paulista e caminharam até o Masp, mas o encontraram de portas fechadas.

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