14 de novembro de 2019

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O fim do mundo

Por Eriane Dantas

Depois de termos passado pelo bug do milênio, cujos significado e impacto eu sequer entendia, alguém jurou que em certo dia do ano 2000 (em abril ou maio, não lembro mais), alguma coisa aconteceria no céu. Então voltei da escola olhando para cima, procurando alguma mudança, com medo de ser atingida ali, no meio da rua, por uma bola de fogo, sem conseguir ao menos chegar a minha casa.

Cheguei, como todo mundo pode ver. O evento foi adiado.

Quem nunca acreditou em alguma profecia do fim do mundo, embora sem compreender a explicação da teoria? Planeta Nibiru? Buracos negros? Calendário maia? Volta de Jesus Cristo? Holocausto estelar?

Fazemos piadas (e agora memes), rimos, mas não conseguimos evitar aquele pensamento: “e se agora for pra valer?”. Essas previsões apocalípticas mexem conosco de um jeito ou de outro, mesmo com aqueles mais incrédulos, porque ninguém pode ter certeza de que aquilo não acontecerá. Só resta então esperar o dia e ver o que vai dar.

Depois do ano 2000, a de 2012 foi outra profecia que me marcou — parece que marcou muita gente e fez Hollywood lucrar, pois se tornou até tema de filme. Em 2017, houve uma nova tentativa. E, ao pesquisar o tema, vi que o apocalipse foi marcado muito mais vezes por algum astrólogo, numerólogo, ufólogo ou sei lá mais o quê.

Não quero amedrontar pessoa alguma nem quero parecer mística, tampouco pessimista. No entanto, acho que ninguém jamais esteve tão certo quanto o amigo do Chico Xavier, aquele que ouviu do famoso médium que a data-limite do mundo é 2019. Isso porque o mundo nunca esteve tão perto de acabar como neste ano. Quero dizer, o Brasil, em particular, nunca esteve tão perto de ser destruído. Por isso, me vejo aqui olhando para o céu com frequência, com medo de ser atingida por uma bola de fogo a qualquer momento.

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