13 de novembro de 2018

2 Comentários

A valente princesa Valéria

Por João Paulo Vaz

  • Título Original: A valente princesa Valéria
  • Gênero do Livro: Romance
  • Editora: Cepe
  • Ano de Publicação: 2012
  • Número de Páginas: 48
Sinopse: A velha história do príncipe valente que salva a loura donzela é esquecida nesta obra, totalmente contrária a clichês, que obteve o segundo lugar juvenil no Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil de 2011. O autor homenageou as mulheres com a princesa corajosa, que vence bruxas e dragões e salva o príncipe da pasmaceira em que vivia. O ilustrador Laerte Silvino deu à obra um toque de HQ com humor.

Ora, uma das coisas que princesas corajosas fazem é salvar príncipes aprisionados (p. 9).

Hoje trago mais um livro juvenil que diverte, mas também toca em assuntos importantes.

Classificado em segundo lugar na categoria juvenil do Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil/2011, organizado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), este foi o quinto livro de João Paulo Vaz (o segundo voltado a crianças e jovens). As ilustrações ficaram a cargo de Laerte Silvino.

Narrada em terceira pessoa e de forma bem-humorada, a obra conta a história de Valéria, uma princesa que não espera ser salva pelo príncipe — é ela quem resgata príncipes em perigo.

Valéria, como o próprio título do livro anuncia, é uma princesa valente — não tem medo de dragão algum. É também aventureira. Montada em seu cavalo negro, gosta de correr o mundo para descobrir o que existe nele antes de ter que assumir suas responsabilidades de rainha.

Também já estava cansada de passear pelos arredores do castelo, gostava mesmo era de aventura (p. 22).

Em uma de suas andanças, encontra o príncipe Horácio, que é o seu oposto: vive preso no castelo de uma bruxa-dragão (ou um dragão-bruxa) e não conhece qualquer coisa além dali.

Finalmente ia poder conhecer o mundo. E, ainda por cima, montado naquele cavalo maravilhoso e com aquela princesa tão corajosa (p. 10).

A história não apenas entretém; aborda temas relevantes. Fora o fato de a princesa ser independente e corajosa (o que talvez seja repetido em excesso), o livro trata da relação entre duas pessoas com personalidades diferentes, da dificuldade em conciliar os desejos e os interesses das duas e da possibilidade de nos adaptarmos para manter o relacionamento, mas sem abrir mão do que somos ou do que queremos.

Ao ler a história pensei ainda em como a nossa forma de ver o mundo pode mudar quando descobrimos algo novo. Mas pode ser que, como Horácio, queiramos retornar para a vida de antes (por certa nostalgia, talvez), mesmo que percamos a liberdade que conquistamos, só porque aquela vida nos parece mais cômoda.

Outra mensagem, por fim, ficou da leitura: é melhor nos unirmos e nos salvarmos juntos que sermos heróis na vida de outras pessoas ou esperar que elas nos resgatem.

Só um ponto me incomodou ao ler o texto, porém não posso falar dele sem revelar o final.

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2 Comentários

  • Ana Luiza
    19 novembro, 2018

    Ah Eri, vai ter que contar agora! kkk
    Parece uma história bem interessante. Acho que são uma preciosidade os livros que contam de um jeito diferente as histórias de princesa. Que ajudam as meninas do mundo a imaginarem que as princesas podem muitas coisas, que têm muitas possibilidades.
    Lembrei de um livro que encontrei em uma feira em Salvador há muitos anos e que gostei de cara. O título é “Procurando firme” e foi escrito por Ruth Rocha. Publicado pela primeira vez em 1984, conta a história de Linda Flor, uma princesa que não queria ficar esperando por um príncipe, mas sonhava sair do castelo e conhecer o mundo. Eu li 1900 vezes para a minha filha mais velha, Mariah (hoje tem 21 anos) e acho que fez toda diferença na vida dela e na minha também!

    • Eriane Dantas
      Eriane Dantas
      23 novembro, 2018

      Ah, vai ter que ler para descobrir. 😉
      Também gosto dessas histórias que desconstroem o estereótipo da princesa. Vou anotar o nome desse livro da Ruth Rocha para ler depois.
      Muito obrigada pela visita, Ana!

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